Life Is Like A Box Of Chocolates . . .

A Vida é realmente como uma caixa de chocolates. . .e nunca sabemos o que vamos encontrar. . .

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Novembro 27, 2006

Hard decisions

Há alturas em que é necessário, quase obrigatório, tomar decisões difíceis.
E se, desde 3ª feira, já achava que tinha mesmo que a tomar, hoje sei que vou mesmo tomá-la.

A partir de amanhã, começo a procurar novo emprego. O chefe ainda não sabe. O big boss também não, mas talvez venha a saber amanhã, através de uma das boss's, que hoje já soube quando me confirmou o que se passava.

O chefinho está no Brasil, em trabalho, e regressa no domingo. E não faz ideia do que eu lhe guardo...mas depois da decisão que ele próprio tomou, a minha decisão é a única coisa que me resta.

O fantasma está de volta. . .o cromo que há 3 anos atrás me atormentou, me ameaçou e me fez perder várias horas de sono e alguma da minha sanidade mental, foi convidado pelo chefinho a integrar a nossa actual equipa de trabalho. . .e eu não consigo engolir.
Parece que se esqueceu dos episódios de há 3 anos. . .
Parece que não leva a sério quando digo que a pessoa em questão me faz mal, bastando para isso falar-se nele.
Ainda brinca com a situação ao dizer "vocês ainda vão ser os melhores amigos, ainda vão ser namorados".

Não, não vamos!

Há pessoas que me assustam. Que simplesmente ouvir o seu nome me faz mal. E não é fita, não é dramatismo, não é nada de encenação. Faz-me mal e pronto.
Não sei explicar. . .sei sim que simplesmente ouvir falar dele, ou falar sobre ele me deixa assustada, com uma necessidade urgente de me afastar, de me proteger. Não sei explicar. Revolta-me o estômago, faz-me chorar com vontade de fugir para longe. Sei que mais ninguém me faz sentir isto.
É como se sentisse uma energia muito má vinda da criatura em causa.

Não confio em pessoas de olhares vazios, que fazem ameaças a outros porque simplesmente a pessoa não gosta delas, porque não lhes dirigem um bom dia "pessoal" ou não lhes falam sem ser unicamente de trabalho.

Não confio em pessoas que falam sozinhas ao telefone, como se estivessem a falar com sei lá quem, quando na realidade o telemóvel está desligado...
Não confio em pessoas que "se enganam" e acham o engano normalíssimo quando de normal não tem nada...

E confio menos ainda em pessoas que me fazem sentir assim...que me fazem perder o sono por me aumentarem desmesuradamente a ansiedade...o pânico.

É medo que tenho dele, admito.
Não pelas ameaças, essas nunca me assustaram.
Mas pelo olhar. O olhar vazio...distante...ausente.

Se o chefinho que voltar a trabalhar com ele, força.
Mas o dia em que ele puser um pé na empresa, é o mesmo dia em que eu saio e não regresso mais.

Esta é uma das vantagens de estar a recibos verdes. . .não tenho que dar tempo à casa.

O chefinho ainda não sabe. Nem sonha. Deve pensar que vou engolir a rasteira que me está a pregar. Mas não imagina o tamanho da desilusão e, também, da mágoa.
São 2 anos de trabalho na mesma empresa deitados fora. E sempre sem passar da cepa torta quando no início me prometeu mundos e fundos, com integração nos quadros da empresa ao fim de 6 meses. Sempre sem ter um contrato de trabalho com direito aos direitos normais de quem trabalha. Sempre sem direito a subsídios, seja de natal ou férias, sem direito a férias que não sejam pedinchadas e quase saídas a ferros. Sempre sem direito a ver o meu salário a ser modificado de acordo com a inflação, como acontece em [quase] todo o lado. Os 600 euros que comecei a receber em Janeiro de 2005 já não valem o mesmo que os 600 euros que recebo hoje.
E ainda ter que ver outros a chegar depois de mim, a ter a mesma "categoria profissional" que eu, e a receber 1200 euros. . .com contrato, obviamente, com direito a tudo e mais alguma coisa, com 2 semanas de férias após menos de 6 meses de trabalho, quando para ter as minhas no Verão teve que ser quase por favor, porque por vontade do chefe nunca seriam quando eu queria. E as férias que aí vêm não era naquela data que eu as queria. Queria a 1ª semana de Dezembro e a 1ª de Janeiro. Mas tive que abdicar da de Dezembro. . .

Ele que explique ao big boss os porquês da minha saída. Ele que explique os porquês da minha decisão. Especialmente o porquê de não trabalhar na presença da criatura. E que me explique a mim o porquê de querê-lo lá, sabendo de tudo o que vem de trás.
Mas ali eu não fico nem mais um dia.

[portanto, já sabem, se souberem de alguma vaga seja onde for, a fazer seja o que for, agradeço a informação.]

Emprego, procura-se.

~º(".)º~

Posted by Kooka at Novembro 27, 2006 02:09 AM


Comments

:O
Afinal era mesmo a sério...

Posted by: atlantys at Novembro 27, 2006 09:42 AM

A Vida é um desafio...
Excelente texto. Coragem e força, é o que é preciso para sobreviver...

;)

Posted by: Menina_marota at Novembro 27, 2006 04:24 PM

olá! tens de ter força e mostrar-lhe que és superior a ele. e se for preciso, és menina p lhe dar um murro....lol ( na parte do murro, estou a brincar ctg). mostra-lhe quem és! beijos

Posted by: nuno at Novembro 28, 2006 10:00 PM
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