Encontro-o, vejo-o junto a uma árvore e mal o reconheço. Se não olhasse para o seu pulso e não visse a pulseira passava por Aléxis, absorta nos meus pensamentos, como se fosse um desconhecido, mais um membro da mobília de uma rua humana.
Sustenho a respiração, das mãos escorregam-me os livros que trago. Aléxis olha para trás na tentativa de perceber o que se passa, ajuda-me e é ao segurar na minha mão que me reconhece. Aperta-ma com ternura e sorri.
Ao senti-lo tão perto, passado tanto tempo de não saber noticias, sorrio meia envergonhada e insegura. Seguro-lhe o rosto pelo queixo com delicadeza, fecho os olhos e sinto o seu cheiro, o seu toque, quero sentir simplesmente a sua respiração junto ao meu rosto.
Não me mexo, absorvo tudo o que nos envolve para mais tarde recordar.
Os meus pensamentos voam a mil à hora, mas quem queria ganhar asas, erguer-se no ar e desaparecer era eu. Sinto que o perdi de vez, mas é inevitável deixá-lo… Não consigo abandoná-lo… É impossível… Não consigo… Não posso… Não quero!
Sinto os lábios de Aléxis pertinho dos meus, beijamo-nos mas a tristeza consome-me mais do que o amor que sinto por ele… Corro a chorar, a soluçar, desesperada… Procuro uma fuga e não encontro.
Chego à zona verde da cidade, corro… corro… corro… corro no meu ser, os meus pensamentos é que correm, os meus sentimentos é que se misturam, porque na realidade eu encontro-me de joelhos no chão a ser abraçada com toda a força possível por Aléxis.
Oiço palavras ao meu ouvido, mas não consigo entender o que me diz, o meu choro, dor, mágoa e desilusão não me deixam ouvir…
Desisto, fico sem forças… Desfaleço… Não me recordo de mais nada.

Ah, fazia tanto tempo que não vinha aqui.
Sei que perdi muitos momentos de inspiração por ter deixado de te visitar por tanto tempo!
Amo o que você escreve. Adoro mergulhar nas histórias... Não é apenas fantasia.
E é tão inspirador.
Eu costumava imaginar mais essas histórias, no meu mundo, vivê-las... em algum momento parei. E agora lendo isso, sinto tanta falta! Obrigada por me lembrar. Devo voltar a sonhar (mais).
Beijos cintilantes, amiga fada!
Posted by: Carol at Janeiro 27, 2005 05:30 PMSinto que continuas a sofrer, o tempo tudo cura, ou então se for possível também resolve certos problemas enfrentando-os e levando-nos à felicidade desejada.
Tem força e continua.
Bjs