Em conjunto com Pétala e Aléxis, reunimos um pequeno grupo de fados do nosso exército com um objectivo muito concreto.
- Precisamos abrir um pequeno caminho, para que alguma água da cascata corra até ao acampamento da Yazmina. Um caminho largo e que comporte uma boa porção de água. – Vou dando instruções sucintas e cautelosas para que nada falhe no nosso plano – Mas atenção, ninguém pode ser visto. Precisamos desenvolver este projecto no mais absoluto segredo, inclusive mais ninguém pode saber qual nossa finalidade a não ser nos sete. Entendido?
Todos concordam e os cinco homens iniciam o seu trabalho, enquanto Pétala e eu, nos juntamos em redor de variados tipos de flores.
Formamos um pequeno círculo no chão com folhas de eucalipto e caruma de pinheiro. No seu interior escavamos um buraco. Pétala olha-me intrigada e pergunta:
- Porquê este buraco?
- Não queremos contaminar toda a água da cascata, certo? Apenas uma porção que vá passando pelo preparado e se dirija ao acampamento deles. Assim, o pequeno leito irá da cascata até ao círculo.
- Sim - diz Pétala.
- No buraco do interior fazemos o preparado que ira “contaminar” a água deles - continuo.
- Do círculo segue novo caminho até ao acampamento? – Pergunta Pétala.
- Sim. Com eles mais enfraquecidos devido a falta de comida e a água “envenenada” torna-se mais fácil acabar com eles.
No pequeno buraco colocamos vários molhinhos de Angélicas, Clematites, Cravos, Crisântemos, Malvas e Madressilvas. Pétala entrega-me um jarro enfeitiçado e eu vou buscar água pura, para deitar sobre as flores.
Enquanto a água vai caindo lentamente sobre elas, eu e Pétala murmuramos em uníssono:
“ Espírito de Sabedoria: tu que sobes às nuvens e que caminhas nas asas dos ventos; tu que expiras e os espaços sem fim são povoados; tu que aspiras e tudo o que de ti vem a ti volta. Sê eternamente bem dito.
Deixa penetrar até esta pequena porção o raio da tua inteligência e o calor do teu amor. Para que os nossos reinos jamais voltem a ser arrastados pela tempestade.”
Ao pronunciarmos a última palavra, a água da cascata começa a correr lentamente pelo caminho e leva até ao acampamento da Yazmina o que nos resta de esperança.

agora fiquei curiosa:P
gostei do texto :)
********************** continua :)
oi mudei o endereço do meu blog...
http://noite.weblogger.com.br
um bjao...