Largos quilómetros percorridos, horas de sono perdido, sustos de cortar a respiração, tudo em prol da tradição.
Uma das melhores maneiras que o povo possui para fazer passar, de geração em geração, os seus costumes e a sua cultura, é através da dança e do folclore.
Embora Portugal seja um país pequeno é bastante rico em climas e culturas variados. Cada região apresenta um estilo muito próprio quer nas danças, quer nas músicas e, até mesmo, nas formas de trajar. Estas são pensadas e criadas em função das condições do clima, das matérias-primas disponíveis e das funções desempenhadas por cada região. Das capas negras de Aguiar da Beira; às saias, rodadas, compridas do Algarve; passando pelo traje minhoto cheio de cor, beleza e riqueza; não esquecendo as sete saias da Nazaré ou o capote tipicamente alentejano, todos traduzem as tradições e costumes de cada região.
Cada ritmo esconde uma lenda ou um mito, marcados quer pelo orgulho em ser português e pela adesão de, cada vez mais, crianças a este tipo de danças. São os grupos folclóricos que, através de gerações e gerações, vão servindo de mensageiros por todo o país, mas também pelo estrangeiro, da cultura regional.
Os grupos folclóricos tornam-se referências como escolas, onde muitos de nós encontram exemplos de vida, cimentam e divulgam as raízes tradicionais das suas regiões, quem é que não gosta de relembrar muitos dos acontecimentos do passado?
Mas o folclore não é feito, apenas, de música e danças, a grande base de um bom folclore é a poesia popular que está por detrás. Revela-se injusta, a tendência para considerar a poesia popular como uma produção com menor valor que a dos autores com preparação académica. É por este enorme preconceito ainda se encontrar generalizado na nossa sociedade, que os compositores populares são diluídos pelo anonimato individual.
Agora pensemos em nós: nós que nos expressamos atrás de ecrãs de computador, nós que publicamos os nossos pensamentos e opiniões numa página da Internet, nós que tão depressa podemos estar no auge da consideração por parte da comunidade blogger, como podemos cair no esquecimento. Nós também vamos ser diluídos pelo anonimato individual?
Um blog como o nosso merece uma certa preparação especial para cada post.
Não é nosso hábito colocar algum texto sem que ele seja devidamente pensado e estruturado antes. Se somos exigentes para com a qualidade dos nossos blogs (Fairytale e RainStorm)
muito mais para com este, que é um trabalho conjunto e que não queremos deixar morrer. Não só por nós, mas também pela receptividade que temos tido.
Queremos, com tudo isto, chamar a atenção para uma nova função que aqui colocámos. No topo da página, do vosso lado esquerdo, podem encontrar um pequeno icon: sugerir tema. Agradecíamos que nos enviassem os temas que gostariam ver “debatidos” por nós.
Além de conseguirmos interagir convosco, facilitará, em muito, o nosso trabalho.

Confesso que, muitas das vezes, toca-me mais um animal em sofrimento do que um ser humano. Não sei explicar ao certo a razão disso, talvez seja por cada vez que conheço melhor a generalidade dos humanos, mais gosto dos animais. Revolta-me bastante quando o sofrimento de um animal é provocado desnecessariamente pelo homem, quer por falta de respeito, quer por uma ganância desmedida, ou ainda simplesmente por capricho.
Considero abominável que sejam "usados" para fazer experiências sem nexo e sem qualquer bom senso, como por exemplo, para testar cosméticos fúteis. Tudo bem que muitas vezes são necessários testes a favor do progresso da ciência, mas sempre dentro de certas normas e considerações pelo ser vivo. Lembro-me que, há tempos, vi no telejornal gado a ser tratado de uma forma cruel, só porque eram animais para nosso consumo, ou seja, para abate. Deu-me um nojo tremendo observar as crueldades que são capazes de serem feitas.
Por sermos o animal à face da terra com o cérebro mais desenvolvido, não nos dá o direito de nos armarmos em deuses sem escrúpulo. Devemos ter respeito por todos os seres do planeta e não abusar da nossa condição de predador supremo. Há que harmonizar e não agredir, ou destruir.

Para uma visão mais alargada deste tema, visita este site (não aconselhado a pessoas sensíveis).
Do cimo de uma montanha, dou uma volta de 360º sobre mim mesma. Tudo o que me rodeia é uma escuridão imensa… fazendo lembrar uma noite extremamente escura sem luar, sem estrelas, sem uma única luzinha mesmo que tremeluzente. Nada que me faça dizer “A direcção certa é por ali!”.
Quais são as noticias actuais? Guerras, mortes, pedofilia, desemprego, falências, aumentos… o povo desespera e os ricos?! Esses continuam impunes, a sorrirem do alto do seu estatuto de homens poderosos que governam o mundo.
Olho em meu redor e observo uma sociedade que a cada dia que passa revela, cada vez mais, corrupção e injustiças… Todos, ou quase todos, andam desmotivados e sem nada a que se possam agarrar, para que uma pequena esperança renasça na alma de cada um.
Dia após dia aparecem ameaças perante o Euro 2004; ameaças perante uma bebida bastante famosa; ameaças, até, perante uma data religiosa muito significante para o nosso país e não só.
A cada passo que se dá tudo parece tremer e ruir à nossa volta… A única reconstrução possível é através das migalhas, que ainda, nos restam, para que possamos prosseguir. Cada vez mais as faculdades e os acessos a elas se encontram limitados e muito dificultados, mesmo o restante ensino vai de mal a pior. Onde é que já se viu o programa de Português A de 12º ano ser muito mais extenso que o de 11º. É incrível como é que conseguimos dar tanta matéria em tão pouco espaço de tempo. Até já os professores e o próprio Presidente da República se deram conta de que realmente existe uma necessidade, tremenda, de resolver a situação e melhorar o processo educativo do nosso país.
Todos se queixam do insucesso escolar e eu pergunto-me: alguém já tentou fazer alguma coisa para o reduzir? O que é que os sucessivos governos fazem? Prejudicam, constantemente, os alunos sem se darem ao trabalho de ouvirem quem sente e vive na pele as dificuldades que nos são impostas para prosseguirmos a nossa vida. Porque é que não se reúnem com os alunos e não discutem o melhor para ambas as partes? Eles implementam as coisas e pronto.
Será que ninguém entende que o facto de imporem as coisas só dificulta mais a convivência social? Acham que as sucessivas greves e manifestações são sem fundamento algum? Por vezes, ao deparar-me com este cenário, já de si tão negro, mas que tende a piorar dia após dia, como se de um cavalo a galope se tratasse, penso no passado: a sensação que tenho, é que lentamente nos encontramos a evoluir para mais uma ditadura, onde o governo diz uma coisa e onde a realidade se mostra totalmente diferente. Acho que não temos necessidade nenhuma disto, penso que temos força suficiente, embora sejamos um país pequeno, para acabar com isto de vez.
Basta pensarmos na formação do nosso pais, como é que tudo aconteceu há séculos atrás? Não foi com a luta de um povo sofredor que tentou a todo o custo a sua independência? Para quê ficarmos presos a algo que, pura e simplesmente, tem feito regredir o nosso país para níveis extremamente baixos, que tem deixado partir vários postos de trabalho para centenas e centenas de pessoas?!
Abro os olhos, tento a todo o custo vislumbrar por entre a escuridão, algo, mesmo que muito pequeno e longínquo. Respiro fundo, ao abrir os braços sinto algo a minha volta… toco-lhe, faço-o despertar da sua cegueira profunda. Seguro-lhe na mão e vamos passando a mensagem a todos os que nos rodeiam. Vamos formando um cordão humano que acabará por vencer sobre o poder instituído e fará surgir uma luz cada vez maior e cada vez mais próxima, que um dia acabaremos por alcançar.
