Lixo... Lixo... e mais lixo...
É-me impossível não deixar de referir duas noticias, com que me deparei no jornal local.
"Soprar o balão é lixo para o chão", este é o título de uma das noticias publicadas no jornal Fonte Nova, no passado dia 12 de Junho. "Várias dezenas de boquilhas de nível de alcoolemia usadas numa noite destas pela Brigada de trânsito da GNR ainda lá estão, no mesmo local." É com esta frase que a noticia começa. Passando os olhos pelo resto da noticia frases como:
"Conta-nos um morador no local que as garrafas vazias ainda ele as apanha e vai deitar no lixo (...) Mas o pior, é que uma criança sua acha que "aquilo" (as boquilhas do medidor de alcoolemia) serve para brincar e está sempre tentada a apanha-las (...)."
É incrível como um distrito do interior consegue ser o que mais factura em multas "per capita". Ainda por cima, este tipo de lixo foi detectado numa zona da área protegida do Parque Natural da Serra de S. Mamede.
Por falar em lixo, e na serra que serve de encosta a grande parte do Distrito de Portalegre, no passado dia 5 de Junho, dia do Ambiente, cerca de cem pessoas realizaram a limpeza a uma parte da Serra.
Já tinham sido localizados alguns focos de lixo, mas nada parecido com aquilo que de facto foram encontrando. Entulhos, monos e inertes, como sanitas, televisões e até automóveis, foram encontrados nas encostas da serra.
Tudo material, que basta uma pequena faísca para se transformar num monstro terrível.
Uma coisa que a geração mais jovem é frequentemente acusada, de uma forma generalizada, é de ser mal-educada e rude. No entanto, tem-me acontecido com regularidade um tipo de situação que dá que pensar.
Imaginem eu dizer "bom dia" com um sorriso estampado no rosto e a pessoa a quem é dirigido, um senhor ou senhora já com alguma idade, simplesmente ignorar-me ou olhar de lado e não dizer nada.
Partindo do princípio que eu não cheiro mal e não tenho má aparência, não percebo o porquê de tamanho desprezo e antipatia. Surdez aguda também está posta de parte, pois algumas pessoas reagem com olhares de lado e não me venham dizer que isso pode ser um tique nervoso...
Por tudo isto, da próxima vez que vierem com conversa à minha frente de que os jovens são mal-educados, vão ter razões para dizer que somos violentos...
Acabo de ser surpreendida por um papel na caixa do correio proveniente dos serviços Municipalizados da Câmara Municipal de Portalegre (cidade onde vivo e de onde sou natural).
Para perceberem a minha perplexidade passo a citar o texto integralmente:
"Interrupção de fornecimento de água em alguns locais da cidade de Portalegre
Os serviços Municipalizados informam que por motivos de trabalhos relacionados com as obras de ligação das novas condutas de abastecimento de água ao Depósito de S. Cristóvão, às condutas existentes e respectivos ramais de ligação, verificar-se-á uma interrupção do fornecimento de água, com inicio previsto para as 6:00 horas do dia 10 de Junho prolongando-se por um período aproximado de 48 horas.
Para o abastecimento alternativo será disponibilizado aos consumidores distribuição de água através do auto tanque dos Bombeiros, que estará estacionado junto da Praça da República, Largo dos combatentes e ao pé da Igreja de Santana.
Apela-se ao consumo moderado de água durante a execução destes trabalhos e toda a população do concelho de Portalegre.
Os SMAT de Portalegre apresentam desculpas pelos transtornos causados, que não são possíveis de evitar dada a natureza da obra em causa.
O presidente do conselho de administração
António Fernando Ceia Biscaínho"
Que interessante. Analisando os pontos de localização dos auto tanques só se pode concluir uma coisa: toda a cidade de Portalegre irá ficar sem água durante 48 horas nas melhores das hipóteses. Apelam ao moderado consumo de água: será que não se lembram que estamos em pleno mês de Junho, mês de calor e que, diga-se de passagem, não é pouco por estas bandas.
Não digo que não seja necessária esta alteração, mas 48 horas? Só me pergunto: Onde é que isto vai parar????!

Através de uma das minhas professoras tomei conhecimento de um artigo, escrito na Pro Teste, sobre os preços dos supermercados. É claro que o que realmente me chamou a atenção foi o facto de vir lá mencionado que cidades do interior, como Beja, Évora, Guarda, Vila Real e Portalegre, foram consideradas, por esta revista de ajuda ao consumidor, como as cidades mais caras no que diz respeito a produtos de necessidade básica.
Já cidades como Lisboa e Faro foram consideradas as mais baratas. A única justificação que arranjo é o facto de as cidades do interior, verem os preços subirem pela distância a uma maior e melhor acessibilidade e ao facto de no interior a concorrência entre espaços comerciais ser quase nula.
Não é nada que realmente me surpreenda, mas fico chocada e muito apreensiva com facto de serem, para não variar, as populações mais desfavorecidas e envelhecidas a pagarem por produtos mais caros. Não basta já as reformas baixas, os medicamentos com preços exorbitantes, se não agora ainda vão terem de pagar mais caro por pão, leite, legumes ou frutas, do que as populações com mais poderio económico.
Vivendo eu numa das cidades mais caras do país, Portalegre; vendo eu as dificuldades que se passam nesta região; sentindo eu, na pele, a angústia que foi, no ano passado, os fogos que consumiram o ouro, a preciosidade, a fonte de rendimento de muitas destas gentes, sei perfeitamente do que falo.
Deixo apenas uma pergunta no ar: Onde é que este país vai parar? Será que depois de tanto tempo, iremos mesmo acabar nas mãos dos nossos vizinhos espanhóis?
Que se faça alguma coisa para acabar com isto, já chega de miséria. Já chega!

Perco-me na beleza do teu olhar, na beleza do teu ser… Olhando a noite com o seu luar imenso e a sua brisa refrescante deixo-me envolver pelos teus braços e adormeço, com uma única certeza: contigo estou protegida.
O dia amanhece, calmo e com um sol maravilhoso. O ar abafado, húmido e seco, ao mesmo tempo, faz-me sentir uma preguiça enorme de me levantar. Deliciada, contorno os traços do teu rosto na almofada.
Levanto-me, tomo um duche refrescante, preparo-me para sair. Em cima da mesa vejo as rosas que me entregaste pela noite, um cartão com o teu perfume e, apenas, com uma palavra conseguiste fazer nascer um sorriso.
Vivendo numa cidade do interior, não é difícil vislumbrar por detrás dos prédios, grandes manchas de uma natureza ainda, praticamente, intocada pelas mãos do homem. Neste ambiente em que vivo, tudo parece imutável, a não ser pelo relógio da própria natureza, tudo o que me rodeia pouco parece evoluir.
Mergulho no stress do dia a dia, cidade a cima, cidade abaixo; escola trabalho, trabalho escola… Mas a lembrança de momentos passados não me deixam cair em tristezas.
Regresso a casa, abro as janelas de par em par, observo o pôr-do-sol no seu maior esplendor, deixo-me cair sobre o sofá, ponho a tocar uma música suave, fecho os olhos e adormeço, mergulhada em lembranças de dor e tristeza, que se transformaram em magia, paixão e felicidade.
P.S. - peço desculpa, talvez seja um post fora de contexto, talvez não tenha muito a ver com o blog, mas tal como diz o titulo, sofri de uma Inspiração Súbita que, não quis deixar morrer, apenas dentro de mim, prefiro deixa-la morrer convosco, partilhada pelo meu anonimato individual.