As grandes religiões actuais são baseadas em figuras e princípios masculinos. Deus, sacerdotes, santos, profetas e iluminados são homens ou são representados por homens. Grandes religiões como a Cristã, Islâmica e Judaica confrontam-nos com uma longa sucessão de figuras paternas e de valores patriarcais.
Nas religiões Celtas, conhecidas como “antiga religião” a mulher sempre desempenhou um papel fundamental. O conceito da mulher como criadora de vida é o alicerce destas religiões.
O poder da fêmea e a sua capacidade de produzir vida são considerados sagrados, o parto é considerado místico e poderoso. A mulher é o elemento que completa o homem, o homem o elemento que completa a mulher. Como dia e noite, céu e terra, ar e água. Yin e Yan.
Infelizmente, estes conceitos representavam uma ameaça à ascensão de uma Igreja predominantemente masculina, e por isso o sagrado feminino foi demonizado e declarado impuro.
Foi o homem, e não Deus, que criou o conceito de «pecado original», em que Eva prova a maçã e provoca a queda da raça humana. A mulher em tempos criadora de vida, passava a ser inimiga.
A filosofia Cristã decidiu defraudar o poder criativo da fêmea, ignorando a verdade biológia e fazendo do homem o Criador. O Génesis diz-nos que Eva foi feita a partir de uma costela de Adão. A mulher tornou-se um rebento do homem. E um rebento pecaminoso, ainda por cima.
Talvez por isso, cada vez mais mulheres modernas estejam a voltar-se para religiões pagãs como a Wicca. Talvez porque a igualdade entre homens e mulheres precise de se reflectir, também, na religião.

Concordo inteiramente com o que dizes. A verdade é que acho que ninguém pensa muito nessa problemática porque as próprias religiões, consciente ou inconscientemente, acabam por a afastar, como sendo algo inabalável. Por exemplo, na religião cristã, poucos são os que idealizariam ou mesmo aceitariam ter uma mulher como sacerdote ou uma mulher como bispo. Algo que eu acharia perfeitamente normal. Tal como o facto de os padres e as freiras poderem casar e ter filhos... mas isso é outra história! :) Eu despertei para esta problemática após ter lido o livro: "O código de Da Vinci". Aconselho qualquer pessoa a le-lo! Tem partes de ficção, mas também outras de pura e fiel realidade. Faz-nos pensar... Parabéns pelo post!
Cupido :: Julho 14, 2004 12:34 AMnão creio que são apenas as mulheres modernas que se dedicam agora ao Wicca e condeno a imagem de "escapatória" que pareces atribuir a esta religiao (apesar de saber que tx nao tenha sido essa a tua intenção). Wicca é a religão mais antiga e, no meu caso, em comunhão com o catolicismo e até com o protestantismo controi a minha FÉ...porque eu ainda tenho esperanças que um dia todas as religiões não se juntem (porque assim perdia se a individualidade de cada um...) mas se no minimo se entendam!...
dreya :: Julho 14, 2004 10:12 AMNão Dreya, não foi nada essa a minha intenção. Referi a Wicca apenas como um exemplo de uma das religiões pagãs em que a Mulher e o Homem são considerados como iguais e complementares (existe um Deus e uma Deusa, um lado masculino e um lado feminino). Referi a Wicca porque é a única sobre a qual posso falar, visto que já a pratiquei :)
Vénus :: Julho 14, 2004 11:19 AMA emancipação feminina ainda não chegou à religião!... Não me parece uma batalha importante!...
Unickymous :: Julho 14, 2004 11:21 AMUma pessoa chega do país-anfitrião pra continuar com a sua vida e encontra logo dois convites pra voltar a postar aqui. Obrigado, mesmo que fosse só um já seria agradável mas n deixei de postar aqui a pedido nem o volto a fazer :)
Estive nos EUA a fazer o juramento pra me tornar cidadão americano ( já era mas só esta semana é que fiz o juramento sob a Bíblia à bandeira)e portanto tirando meu próprio Blogue e o Barnabé n participei em mais nenhum site esta semana.
Achei particularmente interessante este post pois vim no avião a preparar um post pró meu própio blogue sobre o facto de jurarmos sobre a Bíblia e n sobre o Al-Qran mas ainda bem que a Vénus n me tirou a deixa e seguiu outra linha de pensamento. ;)
Antes do meu comentário gostaria desde já de dizer algo que decorre deste post mas seria grave n corrigir. A religão Wicca é uma religião de inspiração céltica mas foi mais um movimento de cessação política, usado por uma minoria Escocesa em Londres pra garantir que seria aprovada como região administrativa no início do Séc. XIX. Todas as regiões admnistrativas da Grã-Betanha tinham de ter uma práctica qq ancestral de religião e muitos escoceses fizeram uma síntese nacionalista a que chamaram Wicca.
N referindo esta eclosão política, citada em quase todos os sites de história das religiões, o próprio site www.wicca.org ( o site mais linkado à palavra WICCA, com 133.418 links) refere q
"A. Starting in the early nineteenth century, a new natural religion gradually evolved. It gathered momentum in the mid-twentieth century.
B. Many authors and philosophers helped to develop the magical modern religion and to articulate parts of its belief structure."
Ou seja... os próprios Wiccas admitem que até meados do sec XX a religião esteve, pura e simplesmente parada. Foi reanimada pelos anos 60, pra ser mais preciso. Ou seja, a religião Wicca, além de n ter nenhum fundamento ou continuidade histórica dependeu do movimento Hippie pra voltar à tona. Sendo assim, n posso concordar que a religião Wicca seja " a mais antiga de todas".
Para saber mais sobre a Wicca consultem
http://www.wicca.org
Para saber mais sobre o povo Celta
http://www.ibiblio.org/gaelic/celts.html
noiseformind :: Julho 14, 2004 10:41 PM
Concordo com o post, a mulher, é muitas vezes culpada de muitas coisas, mas no caso que é falado no post, Eva foi considerada inimiga por ter provado a maça, mas Adão também a poderia ter provado, e se a mulher foi feita a partir da costela do homem, este devia de lhe estar eternamente grato, pois sem a mulher, este não se poderia manter vivo, pois quem dá à luz é a mulher e não o homem, por mais poder que tenha entre as mãos. Por estes motivos, penso que a mulher, deveria ser glorificada em todas as religiões, o que ja acontece em algumas, felismente. ************************************** para todas :)
coisalinda :: Julho 14, 2004 11:50 PMAlgumas considerações/reflexões sobre este post.
Em primeiro lugar o post refere elementos de vários continentes e tempos, alguns deles impossíveis de cruzar. Vou só referir que o fim de estados matriarcais deu-se muito antes dos egípcios e os próprios Celtas eram um povo francamente patriarcal, sendo a sua principal religião celebrada pelos Druidas. O que se pode é estar a confundir as Deusas da fecundidade pré-célticas encontradas nos locais onde mais tarde os Celtas se fundaram com forma de povo autónomo. Aliás... falar de deusas célticas e de sacerdotizas gregas não é referenciar nenhuma dessas civilizações como matriarcais ou dar nenhuma interpretação benigna ao papel dessas mulheres na sociedade. As únicas formas de matriarcidade até aos nossos dias foram mantidas em cantos remotos da China e na Oceânia em tribos ainda caçadoras-recolectoras ( um dos exemplos são as tribo de caçadores de cabeça de Sarwak no norte de Bornéu portanto esqueçam pensar que as sociedades matriarcais são desprovidas de violência). Além disso, nos exemplo helénicos e romanos de sacerdotizas, mesmo no apogeu desses cultos, havia sacrifícios de animais, apoio à guerra, nomeadamente o exemplo do culto de Apolo ( mais tarde em Roma Mercúrio) nas cidades-estado Grego por virgens vestais. O próprio símbolo Ying e Yang representa a estabilidade entre guerra e paz, em movimentos cíclicos e foi instituido por aquele que foi o maior ditador de todos os tempos, o re-unificador da China, o Imperador Han que estipulou o Yin e o Yang como a suprema oposição
“The essentials of the yin-yang school are as follows: the universe is run by a single principle, the Tao, or Great Ultimate. This principle is divided into two opposite principles, or two principles which oppose one another in their actions, yin and yang. All the opposites one perceives in the universe can be reduced to one of the opposite forces. The yin and yang accomplish changes in the universe through the five material agents, or wu hsing , which both produce one another and overcome one another.”
http://www.wsu.edu:8080/~dee/CHPHIL/YINYANG.HTM
Ou seja... não se trata de completar homem e mulher mas de uma explicação cosmológica de toda a matéria. A apropriação hippie deste símbolo, em particular de uma representação neo-taoísta usada em Taiwan, trouxe outro colorido a este princípio solene mas de facto trata-se de de uma oposição essencial e não de um complemento.
Claro que se pode dizer, depois de estabelecido que yin e yang são oposto, definir que homem e mulher podem na sua diferença construir um mundo melhor usando o poder das suas diferenças pra modelar ar, terra, fogo, água e vida mas isso é outra interpretação ;)
Vamos agora bater forte e feio nos homem que é pra isso que cá estámos loooooooooool
A aparente “fraqueza” da mulher em cerimonialismos decorre do seu maior poder: o parto. Mulher e parto estão associdadas de forma intrínseca ao longo da história. Durante o renascimento o elemento bíblico mais tratado pelos grandes pintores são elementos da Natividade de Maria, dois terços dos quadros conhecidos de Leonardo da Vinci são dedicados a Maria e ao Menino. Porém, do parto decorrem dois factores: a protecção devida à criança incapaz de se defender por si própria e a garantia ao pai de que o filho é mesmo dele. Este dilema é mais que pré-religioso, é mesmo pré-humano, e varios autores esgotaram há mais de 10 anos a discussão sobre a estruturação das sociedades primatas e existe mesmo um texto delicioso que coloca a hipótese de Deus não ser apenas um gigantesco Macho Alfa looooooooool
http://www.thehappyheretic.com/02-03.htm
No seu livro “Demonic Males” é evidente o ênfase dado por Richard Wrangham e Dale Peterson no facto de as sociedades primatas serem altamente violentas. Assim, e hoje em dia é tido como aceite que o nosso pecado original não foi termos comido de nenhuma árvore do conhecimento, o nosso pecado original foi o momento em que começámos a organizarmos acima da complexidade primata e criámos este Deus benigno que nada faz mas que irá fazer se voltarmos ao nosso estado de primitivismo passado. Aquilo que a religião é na sua esseência é um conjunto de normas “humanizantes”, grande parte das quais regulamentavam na sua origem o roubo, o homicídio e a posse de mulher estranha. Sim, porque a formação do casal é uma forma de dois indivíduos competirem dentro do grupo por melhores recursos concentrando-se numa só cria que portanto com a sua dedicação exclusiva terá mais hipóteses de vida e portanto é uma fórmula vencedora ( se bem que hoje francamente em desuso nas sociedades mais avançadas pois cada indivíduo pode e até estimulado a “deixar pra trás” as obrigações familiares em benefício da carreira profissional). O facto de a maternidade na natureza ser, salvo raras excepções, ligada ao factor feminino tem a ver com a maximização que o macho tenta fazer do seu esperma, lutando a seguir com outros machos pela fecundidade de outras fêmeas e com o facto de só a mãe ter certeza de que é mãe, o pai não tem essa certeza, logo o investimento que faria numa criança é potencialmente um investimento em criar filhos alheios.
Ora a fecundidade feminina humana é extremamente frágil, os tempos de convalescença são elevados e o tempo em que a criança não se poderá mover e proteger por si própria são os mais elevados em termos de mamíferos. Mesmo a locomoção só é assegurada ao fim de cerca de um ano. Tais elementos estiveram na base ( e não qualquer má-vontade dos homens pra com as mulheres) da patriarcidade da sociedade quando os seres humanos deixaram de errar pelo mundo e começaram-se a fixar. O trabalho de cultivo tinha de ser feito continuamente e portanto a atribuição de cereal era feito pelo trabalho realizado pelo homem e pela sua necessidade de alimento. Homens com mais filhos teriam mais capacidade de cultivar mais terra e portanto poderiam suportar melhor as sua famílias. Isto, associado ao completo desconhecimento sobre a maternidade, ( basta ver as bacoradas que Aristóteles disse sobre a reprodução) fez com que o papel da mulher fosse o de ficar protegida de esforços. Os escravos egípcios eram sujeitos a trabalhos da ordem das 14 horas diárias porém as suas mulheres ficavam nos guetos à espera deles e apenas participavam da distribuição de água e no serviço doméstico aos egípcios. Esta delicadeza da mulher ligada ao parto fez com fosse pra ela que a partir da Idade Média se vazassem e transferissem todos estes medos da fragilidade humana. Apesar de todas as guerras serem feitas por homens os escatologistas decidiram ser mais perigoso atribuir ás mulheres uma igualdade do que diferenciar todos os homens, dar uma garantia moral ao marido pra manter a mulher no seu papel, e portanto é assim que após uma igualdade surpreendente em Roma e na Grécia surge a mulher-tratado, que é não muito mais que a perpetuadora da linhagem de varões, carimbo humano na transmissão de propriedade de pais pra filhos. Mas note-se que é quando a sociedade lhe dá este crivo que a mulher surge historicamente pouco tempo depois (1789) como símbolo da revolução, ainda um símbolo simplista mas que apenas 150 anos depos em cerca de 1 terço do mundo conseguiu uma clara e garantida pela sociedade igualdade.
De facto caminhámos muito deste a mulher-bruxa, ao ponto de só meia dúzia de homens fechados a trabalhar nas obras poderem lançar piropos a uma mulher sem serem censurados pela sociedade looooooooooooooooooooooooooool
Looooooooooooooooooool looooooooooooooooooool looooooooooooooooooool
Quando os coments têm mais caracteres que os posts ....... algo esta podre no reino dos LOL's
Vou tomar um xanax antes que desate a dizer o que penso sobre o noiseformind
Prezadas Senhoras, Bom Dia.
Sou médico neurologista e peço licença para apresentar o meu livro: “MULHER - Um Resgate Íntimo” lançado pela Editora Otimiza Cultural. Abordo uma das principais causas dos sofrimentos psicológicos e conflitos imotivados que acometem as mulheres. Fácil de entender: a mulher nasce com seus valores geneticamente femininos e a educação à faz absorver os valores determinados pela sociedade patriarcal. O livro busca, sob uma forma emocionalmente envolvente, o resgate desses valores desaparecidos ainda na infância.
Completamente diferente dos demais, usa 3 linguagens: um conto, informações e poemas, estrategicamente colocados, para que o enredo seja desenvolvido na mente da leitora. A partir do meio da obra, a mulher “selvagem”, inquestionavelmente forte, começa aflorar no cerne da alma da leitora, aproximando-a da plenitude feminina, capaz de afastar muitos fantasmas utilizando a sua própria verdade frente às “verdades” que lhe foram impostas por essa sociedade.
Anos de experiência me motivaram escreve-lo, assistindo inúmeros comportamentos femininos desastrosos, completamente fora de seus valores ancestrais. Exemplificando: nele descrevi como se desenvolvem as desesperadas paixões que acabam logo após o casamento.
Pelas suas várias linguagens literárias, o livro pode ser usado desde um rico texto para interpretação a uma evoluída educação sexual. Logo, o seu principal público alvo é composto por mulheres, educadores e jovens do segundo grau, principalmente as meninas.
Aceito, agradecido, qualquer colaboração na divulgação da obra. Clique para ver um meu artigo e o livro: http://www.portalbrasil.net/medicina_artigo_depressao.htm
Haverá divulgação através das redes nacionais de televisão e já está programada na Rede Mulher para o dia 07/08/06, às 10:30 h. No Brasil, a obra encontra-se à venda nas principais redes do ramo, porém, levando uma cópia desse e-mail, pode-se facilitar a encomenda nas livrarias.
DISTRIBUIDORAS:
Zambonibooks – heloisa@zambonibooks.com.br
Fone: (11) 6233-2333
Leitura Dinâmica – lourdes@ldinamica.com.br
Fone: (11) 3851-9529
Agradecido pela atenção,
Paulo Mendonça
Médico Neurologista
mendonca@drpm.com.br
(43) 3534-2432
dr. paulo gostaria que o senhor manda-se um relatório de meus exames, pois me mudei para são paulo e continuarei o meu tratamento aqui, por favor entre em contato comigo pro e-mail ou me ligue 4339-3234 (trabalho)7424-2194cel.
espero seu retorno pois não estou conseguindo entrar em contato pelo seu telefone.sem mais agardo.
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