O sol põe-se lá longe, esconde-se por de trás das nuvens que se serram ao sabor do vento. No ar paira um ténue cheiro a chuva, embora ela ainda não tenha caído.
As nuvens avançam rapidamente em direcção ao mar, este começa a ficar revolto, as ondas ganham vivacidade ao baterem nas rochas e a tendência daqueles que se encontram na praia é dividir o seu olhar entre o céu, o mar e a terra.
- “Há tempestade no mar!” – diz um homem ao aproximar-se.
As mulheres formam um pequeno cordão humano e iniciam algumas preces aos seus santos e santas de devoção. A elas juntam-se crianças e alguns veraneantes.
As gaivotas poisam delicadamente na praia e sobrevoam as cabeças de todos. Inicia-se uma longa noite de vigia, as mulheres revezam-se no cuidado com as crianças, com a comida, com algumas horas de sono ou na praia, de velas e tochas acesas, debaixo de chuva ou apenas vagueando por entre o nevoeiro que as envolve.
Sentada mesmo na linha do mar, com as ondas a banharem-lhe os pés, afastada das outras mulheres, ela reza para consigo mesma. Mas ao contrário das outras encontra-se calma e imana tranquilidade.
Começa a amanhecer, as preces aumentam, assim como o frenesim entre o grupo presente na praia.
Do cimo da falésia os homens que ficaram em terra tentam, a todo o custo, avistar os barcos vindos do mar. Mas nem único sinal. O desespero começa a consumir as mulheres que rezam à beira mar.
Continua...

Agora fiquei curiosa... :)
Vénus :: Setembro 2, 2004 07:39 PMA tempestade têm a sua beleza, quando não existem pessoas em perigo. Eu, pessoalmente, gosto de ver pela janela a chuva a cair, transmite-me alguma calma, ou então simplesmente de a ouvir a cair no telhado. Mas em relação ao teu post, espero que os homens do mar regressem sãos e salvos, masagora é só esperar pela continuação :P ***************************************** para todas :)
coisalinda :: Setembro 2, 2004 11:33 PM