Um pequeno rapaz corre pela praia de lágrimas a correrem pelo rosto:
- “Os barcos... os barcos vêm aí... estão a aproximar-se da falésia...” – mal consegue falar por entre os soluços.
Ela corre e apanha o rapaz nos seus braços, chama um grupo de crianças e pede com doçura:
- “Chamem o maior número de pessoas da aldeia, homens, mulheres, crianças... Chamem todos e mais alguns. Tragam velas, lanternas, tochas, carros, tudo o que possa assinalar a falésia, para podermos conduzir os barcos até à praia.”
As mulheres olham-na incrédulas, nunca haviam gostado muito dela e agora a sua relutância aumenta. Uma mulher só criada por homens nunca foi vista com bons olhos na pequena aldeia de pescadores.
- “Não olhem assim para mim! Ponham os preconceitos de lado. Temos pais, maridos, filhos, irmãos no mar. Eles correm risco de vida, temos de fazer alguma coisa.”
- “Mas que queres que façamos?!”
- “Segurem nas tochas e nas velas. Formem um cordão humano por toda a praia, temos de iluminar a baia. Eu venho já.”
Corre pela praia e é então que avista os primeiros reforços. Entra dentro de um dos carros e ao chegarem junto da falésia avista um dos barcos.
- “Formem uma linha em todo o redor das falésias e acendam tudo o que trouxeram, parece que ainda chegámos muito a tempo”.
Continua...

fico á espera da continuação! mt bem anelde saturno!
pandora :: Setembro 5, 2004 02:39 AM