Sete mulheres, cada uma ao seu estilo, cada uma com o seu pensamento, cada uma com a sua maneira de ser, cada uma com o seu feitio.
Entro em casa, dirijo-me à sala, decorada de um púrpura muito particular, com sete sofás dispostos em círculo e, no centro, um bonito arranje floral.
Passo pela cozinha e espreito, nem um único sinal de vida. Subo as escadas.
Ao chegar ao andar de cima, a primeira porta com que me deparo é a do meu quarto. Entro.
É todo decorado em tons de rosa suave, com estrelas e algumas fadinhas.
Poiso a mala em cima da cama, e abro a janela. Respiro fundo.
Ao olhar para o lado esquerdo do corredor vejo os três quartos que foram fechados. Cada uma das nossas três companheiras foram-nos deixando, cada uma com a sua justificação. Lua, Lyra e uma Estrela cor-de-rosa, são os símbolos que se encontram nas portas.
Avanço para o lado direito. Paro à porta do quarto da Vénus e deparo-me com leves sinais de presença, mas de saídas apressadas.
A porta da Orion encontra-se encostada, mas também ela não se encontra. O único sinal de vida existente em toda a casa, vem do quarto na Universo.
Bato a porta e entro. Deparo-me com ela, deitada em cima da cama, a escrevinhar qualquer coisa. Sorrio para ela:
- Boa tarde – Digo-lhe.
- Oh Rapariga! – Exclama surpreendida
Ficamos a conversar.
Por quanto tempo mais continuaremos sozinhas a viver nesta casa? Voltem meninas, sentimos a vossa falta.
Encontrar temas que suscitem interesse e motivação para colocar, num blog escrito por mulheres, direccionado a ambos os sexos, começa a tornar-se uma tarefa um tanto ao quanto difícil. Assim hoje decidi escrever sobre um artigo que já tinha visto há algum tempo atrás.
Como todas nós sabemos é muito mais fácil encontrar uma prenda para uma rapariga/mulher do que para um rapaz/homem. Por mais que tentemos ser originais, essa começa a escassear.
Estamos numa época em que toda a minha gente tem tudo e mais alguma coisa. Assim, ao passar os olhos pelo artigo escrito na revista Cosmopolitan, lembrei-me de vos dar uma ajudinha útil.
Se nos pusermos a pensar quais as, últimas, prendas que oferecemos aos nossos namorados e amigos a única coisa que nos vem à cabeça é sempre boxers, perfumes, cd’s e pouco mais. Sinceramente, que falta de originalidade.
Na minha opinião a roupa é algo demasiado pessoal para ser oferecido à toa, mas mesmo assim continua a ser oferecida à força toda; os perfumes assim que se acabam, os frascos vão para o lixo e pouco mais há a recordar daquela prenda oferecida com carinho e amizade; já os cd’s ouvem-se vezes sem conta, mas temos lá nós a destreza para nos lembrarmos: “Ah! Vou ouvir este porque me foi oferecido por y. Ou este porque me foi oferecido por x”.
Todos sabemos que as coisas não funcionam assim.
Para oferecermos uma prenda que sabemos que nos vai estar associada para todo o sempre, porque não estarmos atentos ao gosto pessoal de cada um?!
No caso dos rapazes, um livro que eles gostem (com uma dedicatória especial lá dentro), uma foto de um momento muito especial para os dois, um boneco de uma personagem que ele goste, ou melhor que tudo isto: será que o vosso menino não preferirá, umas mil vezes, compartilhar um derby futebolístico convosco, em pleno estádio?! Mesmo que não gostem de futebol, vão ver que ele vai adorar e o vai recordar para sempre.
Uma perguntinha: Qual a prenda que mais vos marcou (oferecida por alguém especial)?! E qual a que mais gozo vos deu oferecer?!
Hoje decidi escrever sobre uns blogs muito especiais, que por mero acaso descobri na nossa comunidade. Os blogs que vou referenciar são: "Eu estou grávido" e "A minha gravidez". São blogs com algumas semelhanças, mas com muitos pontos distintos.
O “Eu estou grávido” é um blog que revela o dia-a-dia de um papá babado, embora se tente mostrar um pouco mais forte do que é. São momentos como o descrever do cheiro da mulher, o tamanho da barriga e os ciúmes quase infantis que sente do filho, fazem-nos sorrir. Uma das coisas que me agradou no blog, foi a sensibilidade e simplicidade que ele emprega na sua escrita. Isso sim, nos faz ficar presos ao computador até acabar tudo.
Já o Blog “A minha gravidez” é um blog muito diferente em certos aspectos. Lá deparamo-nos com os problemas que enfrentam as jovens mamãs, quando uma gravidez não é esperada e ainda por cima quando se é mãe solteira.
É um verdadeiro blog de vida real, não é que os outros não sejam, mas pormenores como o pedido de ajuda para certos produtos a utilizar, o que fazer em casos x ou y, a discussão sobre a forma de educar a filha que vem a caminho, e a compartilha com todos nós, sobre o principio de aborto que teve, faz aumentar o elo de ligação entre todos.
Gostaria de deixar um recado especial à Sara (assim se chama a autora do blog), no início do teu blog revelaste um certo receio de não te mostrares uma boa mãe, mas por tudo o que li garanto-te que te transformarás numa das mães mais babadas do mundo e saberás tratar muito bem a tua filha.
*post retificado
Sentada na rua, a olhar o luar… Perdida em mil pensamentos, em mil sentimentos…
A falta de confiança é a pior arma que podem arremessar contra ela, é aquilo que mais a fere. Embora seja uma mulher de grandes batalhas, há coisas que insistem em ferir, em perfurar o cubo de gelo, a armadura que ela tenta envolver à sua volta, à volta do seu coração…
As lágrimas fustigam-lhe os olhos, impedem-na de ver o que se aproxima… Ela ignora tudo o que a envolve, tenta abstrair-se para não sofrer mais, mas parece impossível, parece ser amaldiçoada desde o dia em que nasceu.
A sua pele branca e suave, está ruborizada de raiva… Apetece-lhe gritar… Mas nada… Nem um único som sai das suas cordas vocais… O pensamento corre a mil à hora, os sentimentos fervilham-lhe no sangue…
Vê tudo e todos, aqueles que ela mais gosta a desaparecerem da sua vida… É como se ela estivesse sentada no núcleo de um malmequer e, de repente, algo invisível arrancasse cada pétala preciosa da sua flor… Chamada vida…
Porque…
Porque…
Porque…
Faltam as palavras, ficam os sentimentos….
Faltam os sorrisos, ficam as lágrimas…
Falta a alegria e a felicidade, fica a tristeza e a amargura…

Quando fui de férias, passei por uma feira que antigamente era de artesanato, mas neste momento já se transformou num conjunto diversificado de actividades económicas e de sensibilização da sociedade.
Ao passar pelo camião do Instituto Português do Sangue entregaram-me um pequeno livro onde expõe as vinte dúvidas mais frequentes, sobre a dádiva de sangue. Destas vinte decidi focar as nove que me pareceram fundamentais:
1 - Nunca ninguém me pediu para dar sangue;
2 - O meu sangue não deve prestar, porque já tive várias doenças;
3 - Francamente, tenho medo de dar sangue;
4 - Ainda não tenho idade para dar sangue;
5 - Já dei sangue este ano;
6 - Receio sentir-me enfraquecido se der sangue;
7 - Já há muita gente que dá sangue;
8 - Não sabia como ou onde dar sangue;
9 - Se eu precisar de sangue, recorro a um serviço privado e pago todas as despesas.
O facto de doarmos sangue não necessita de um pedido formal, basta lembrarmo-nos que existem crianças e adultos, para já não falar nos idosos, que necessitam de sangue e dos seus componentes. Acho que é fundamental, lembrarmo-nos que um dia poderemos ser nós a precisar de ajuda como aquela que estamos a prestar.
Qualquer pessoa, saudável, entre os 18 e os 65 anos pode doar sangue sem qualquer problema, além do mais a dádiva do sangue pode ser efectuada de três em três meses, nos homens, e de quatro em quatro meses, nas mulheres.
Para doarmos sangue, basta dirigirmo-nos ao Instituto Português do Sangue; aos Centro Regionais do Sangue de Lisboa, Porto ou Coimbra, ou podemos dirigirmo-nos ao hospital mais próximo.
Confesso que não sou dadora de sangue, que me faz muita impressão quando tenho de efectuar recolhas de sangue para análise, mas achei necessário efectuar um post de sensibilização.

Hoje vou-vos falar um pouco da minha experiência com "aquelas coisas", mais conhecidas por homens.
Neste momento frequento o quarto ano de Engenharia Informática em Coimbra e sobreviver no meio de uma população constituída por 90% de homens não é facil, acreditem.
Ao mais leve pressentimento de presença feminina na área, os elementos masculinos manifestam-se visivelmente. Olhares de quem está a ver um bolo de chocolate coberto de chantilly e já não come há 5 dias, é o mais frequente.
Para evitar estas reações, primeiro abdiquei dos saltos altos. Aos poucos deixei de usar brincos, colares, pulseiras ou qualquer outro tipo de bijuteria mais chamativa. Usar saias, então, nem pensar. Top's ou outro tipo de indumentária que mostre um pouco de pele também não é aconselhável. É mais fácil passar-se despercebida vestida de verde tropa e raminhos de arbusto.
Actualmente tudo o que fuja a umas simples calças de ganga e sapatilhas, penso duas vezes antes de levar para a Universidade.
Depois há que suportar as intermináveis "conversas de balneário masculino", os chorrilhos de palavrões e ordinarices indescritíveis.
Mas a pior parte mesmo, é quando nos olham de lado porque acham que sabemos menos do que eles só porque somos mulheres e informática é uma "coisa para machos".
E pensar que vou ter que aturar isto para o resto da vida. Sim, porque nas empresas o ambiente deve ser o mesmo...
Mas nem tudo é mau. Na verdade ser mulher num mundo só de homens pode trazer-nos grandes vantagens.
Por exemplo, se formos a uma entrevista de emprego de saia, temos fortes possibilidades de o obter! (heheh, é brincadeira!)
No fundo, tenho pena que na sociedade de hoje ainda existam profissões que são encaradas como sendo "para homem".

No mar os homens lutam contra as correntezas e o cansaço. Não conseguem avistar terra, nem contactar com a marinha e isso começa a pô-los nervosos e ansiosos.
O comandante pára o barco, ancora-o e, juntamente, com a restante tripulação pede forças e uma luz divina que os encaminhe, sãos e salvos para terra, para junto das suas mulheres e famílias.
Quando acabam, avistam quatro barcos que os circundam. Formam uma linha e iniciam, assim, uma pequena oração conjunta. Ao erguerem os rostos para a costa vêm acender pequenas luzes que delineiam toda a falésia e baia, tão suas conhecidas.
Aproximam-se lentamente da praia, mas o nevoeiro e a neblina parecem não querer ajudar. O mar cada vez mais revolto dificulta ainda mais todas as manobras de aproximação dos barcos a terra.
Ela corre por entre a praia e faz abrir o cordão humano, para que a esta seja mais facilmente reconhecida. O nevoeiro dissipa-se um pouco, mesmo na altura em que os barcos entram na baia. Ao chegarem a terra todos se abraçam.
As mulheres entreolham-se e dando as mãos dirigem-se até Isabella, a mulher que tão corajosamente havia ajudado na atracagem segura de todos os pescadores. Dando as mãos formam um círculo em seu redor e ajoelham-se.
Saindo do meio do círculo e juntando-se-lhes, Isabella agradece a nossa senhora. Os homens, estupefactos, abraçam-se e ao juntarem-se às suas mulheres um sol radioso ajuda na felicidade da pequena aldeia de pescadores.

Foi com imensa tristeza que me deparei com o final de um blog que, embora poucas vezes, eu visitava e ficava sempre mais bem disposta.
Baywatchalgarve, segundo a sua autora, chegou ao fim.
Quando estava a entrar no seu melhor, quando a sua autora se encontrava numa autêntica revelação, fazendo textos mais originais e deixando um pouco de lado as cópias dos mails, é que decide abandonar o nosso mundo.
Baywatch, és o que és e como és, não abandones aquilo que tens vindo a construir, não deixes morrer a tua liberdade de expressão, não abandones aqueles que gostam de ti e do que tu escreves.
Luta, porque tanto quanto sei és uma mulher de coragem, és uma mulher lutadora. Rapariga, além de seres portuguesa também tu és SIMPLESMENTE MULHER.
P.S. - Foi com orgulho que me deparei com o teu regresso ainda antes de poder ter publicado este post. Mas mesmo assim, a mensagem que quiz transmitir continua aqui, não alterei em nada. Bem vinda de volta e nem penses em abandonar-nos de novo.

Um pequeno rapaz corre pela praia de lágrimas a correrem pelo rosto:
- “Os barcos... os barcos vêm aí... estão a aproximar-se da falésia...” – mal consegue falar por entre os soluços.
Ela corre e apanha o rapaz nos seus braços, chama um grupo de crianças e pede com doçura:
- “Chamem o maior número de pessoas da aldeia, homens, mulheres, crianças... Chamem todos e mais alguns. Tragam velas, lanternas, tochas, carros, tudo o que possa assinalar a falésia, para podermos conduzir os barcos até à praia.”
As mulheres olham-na incrédulas, nunca haviam gostado muito dela e agora a sua relutância aumenta. Uma mulher só criada por homens nunca foi vista com bons olhos na pequena aldeia de pescadores.
- “Não olhem assim para mim! Ponham os preconceitos de lado. Temos pais, maridos, filhos, irmãos no mar. Eles correm risco de vida, temos de fazer alguma coisa.”
- “Mas que queres que façamos?!”
- “Segurem nas tochas e nas velas. Formem um cordão humano por toda a praia, temos de iluminar a baia. Eu venho já.”
Corre pela praia e é então que avista os primeiros reforços. Entra dentro de um dos carros e ao chegarem junto da falésia avista um dos barcos.
- “Formem uma linha em todo o redor das falésias e acendam tudo o que trouxeram, parece que ainda chegámos muito a tempo”.
Continua...

O sol põe-se lá longe, esconde-se por de trás das nuvens que se serram ao sabor do vento. No ar paira um ténue cheiro a chuva, embora ela ainda não tenha caído.
As nuvens avançam rapidamente em direcção ao mar, este começa a ficar revolto, as ondas ganham vivacidade ao baterem nas rochas e a tendência daqueles que se encontram na praia é dividir o seu olhar entre o céu, o mar e a terra.
- “Há tempestade no mar!” – diz um homem ao aproximar-se.
As mulheres formam um pequeno cordão humano e iniciam algumas preces aos seus santos e santas de devoção. A elas juntam-se crianças e alguns veraneantes.
As gaivotas poisam delicadamente na praia e sobrevoam as cabeças de todos. Inicia-se uma longa noite de vigia, as mulheres revezam-se no cuidado com as crianças, com a comida, com algumas horas de sono ou na praia, de velas e tochas acesas, debaixo de chuva ou apenas vagueando por entre o nevoeiro que as envolve.
Sentada mesmo na linha do mar, com as ondas a banharem-lhe os pés, afastada das outras mulheres, ela reza para consigo mesma. Mas ao contrário das outras encontra-se calma e imana tranquilidade.
Começa a amanhecer, as preces aumentam, assim como o frenesim entre o grupo presente na praia.
Do cimo da falésia os homens que ficaram em terra tentam, a todo o custo, avistar os barcos vindos do mar. Mas nem único sinal. O desespero começa a consumir as mulheres que rezam à beira mar.
Continua...

Raramente uso textos que não sejam escritos por mim, mas hoje deparei-me com algo que reflecte muito bem a revolta que por vezes as mulheres sentem, e dedidi partilhá-lo convosco.
"Sexta-feira, Julho 09, 2004
Querido Blogue,
Pesam-me as mamas, não posso com as minhas pernas, por não falar já da dor de rins e da puta da tensãozinha que me faz andar com a lágrima no canto do olho vinte e quatro horas por dia. Que ainda tenha marido é uma prova irrefutável da paciência infinita dos que amam sem medo aos pensos higiénicos. Porque uma coisa são os telefonemas da sogra, as depilações de ultima hora e as meias rotas espalhadas pelo quarto e outra é ter que levar com o meu histerismo menstrual cada vinte e oito dias, meu amor, gostas de mim, estou gorda, estou flácida, tenho celulite, sou feia, quero-me matar, o mundo está contra mim, amo-te mas vai-te embora antes que te arranque o olho com o aplicador do tampão super absorvente.
Deus é gajo, juro pelos comprimidos para a dor de ovários, e na criação do Universo teve especial atenção a que a mulher se lembrasse de cabra da Eva até à chegada da menopausa. Que culpa tem o grelame planetário que o Adão fosse um totó excepcional, um potencial cornudo em toda a regra, queridoooo, come lá esta maçazinha que logo faço-te um broche depois de jantar. Foram os homens responsabilizados por esta baboseira? Não! O pior que lhe pode acontecer a um gajo é ficar careca ou ter que ir mijar cada quinze minutos a partir dos cinquenta anos.
A vingança de Deus só observou o aparelho reprodutor feminino, e hás-de escorrer sangue pelas pernas abaixo até a descoberta das evaxes com abas, puta, e se não te basta com isso, inchar-se-á a tua barriga e terás gases cabrões e gozarás da TPM para te lembrares que não tinhas nada que andar por aí no parlapié com a serpente diabólica. POR UMA MAÇA!!! Se o diabo lhe tivesse oferecido um charro nem quero imaginar as filhas da putice que teríamos que suportar para toda a eternidade!
Que retorcida ideia de justiça a deste gajo com barbas, fodasse, se descubro a cabra da feminista que ideou aquele anúncio de calmantes (“Porque há dores que só as mulheres têm o privilégio de ter”) coso-lhe a cona com o cordão do tampax. Ou então, Deus voltou à terra para partilhar com os humanos o seu genial sentido de humor! Ahahahahahah!!!! Demais, cabrão!
E que não me fodam com a conversa da maternidade, o dom dos dons, e da sensibilidade, e do sexto sentido e o caralho. Que eu não acho justo que num mundo moderno, onde qualquer metrossexual pagaria por ficar prenho, as gajas tenham que levar com esta bomba relógio que desestabiliza até o espírito mais pacífico educado na fé tântrica e na inspiração de incensos.
Porra. "
Meninos, já sabem, da próxima vez que encontrarem uma mulher com TPM, FUJAM!!!
Fonte: Rititi