Quero…
Quero viajar e conhecer novos mundos
Quero ver o nascer do sol e agradecer
Quero chegar ao pé do mar e nadar
Quero sorrir de felicidade
Quero chorar de saudade
Quero olhar-te com ternura e perceber a tua candura
Quero sonhar e brincar
Quero bronzear-me ao sol
Quero escorregar na neve
Quero sentir-me leve
Quero correr enquanto escrevo
Quero perder-me nas palavras dos outros
Quero ouvir uma música e sorrir
Quero simplesmente dormir…

Um dia, as revistas femininas já foram assim:
- Se desconfiar da infidelidade do marido, a esposa deve redobrar seu carinho e provas de afecto. (Revista Claudia, 1962)
- A desarrumação numa casa-de-banho desperta no marido a vontade de ir tomar banho fora de casa. (Jornal das Moças, 1965)
- A mulher deve fazer o marido descansar nas horas vagas. Nada de incomodá-lo com serviços domésticos. (Jornal das Moças, 1959)
- Se o seu marido fuma, não arranje zanga pelo simples facto de cair cinzas nos tapetes. Tenha cinzeiros espalhados por toda casa. (Jornal das Moças, 1957)
- A mulher deve estar ciente que dificilmente um homem pode perdoar a uma mulher que não tenha resistido a experiências pré-núpciais, mostrando que era perfeita e única, exactamente como ele a idealizara. (Revista Claudia, 1962)
- Mesmo que um homem consiga divertir-se com sua namorada ou noiva, na verdade ele não irá gostar de ver que ela cedeu. (Revista Querida, 1954)
- O noivado longo é um perigo. (Revista Querida, 1953)
- É fundamental manter sempre a aparência impecável diante do marido. (Jornal das Moças, 1957)
- O lugar da mulher é no lar. O trabalho fora de casa masculiniza. (Revista Querida, 1955)
Felizmente as mentalidades evoluiram.
As revistas também. Só não sei se para melhor...

Desde o ano de 1857 que as mulheres continuam a travar uma luta diária contra a repressão, os maus tratos e as más condições de vida implementadas pelos consecutivos governos dos vários países do Mundo.
É incrível e ao mesmo tempo aterrador constatar que não bastou a aprovação da “Convenção dos Direitos Políticos das Mulheres”, pelas Nações Unidas, para que ainda existam países onde as mulheres não podem votar e muito menos ser eleitas.
Por exemplo, no Kuwait, a mulher continua a não possuir Direito de Voto, mesmo sendo um dos países Árabes mais liberais e onde as mulheres ocupam cargos importantes dentro dos ministérios e das empresas privadas.
Não nos podemos esquecer de países bem conhecidos do nosso quotidiano como o Afeganistão ou o Iraque onde o fundamentalismo continua a prender as mulheres atrás de um véu, onde os direitos humanos mais básicos lhes são negados e onde as mulheres são apenas vistas como simples reprodutoras, “escravas” dos homens e continuam submissas e aterrorizadas com as degolações ou os apedrejamentos até à morte.
Temos ainda as práticas ancestrais que são efectuadas em jovens africanas mutilando-as sexualmente, assim como as violações de guerra, que ainda são consideradas como práticas aceites.
Mas não precisamos sequer sair do nosso país para nos apercebermos de que a evolução do mundo Feminino ainda não é bem aceite pelos homens. Continuamos a assistir a agressões a mulheres, a violações, a abortos clandestinos, que provocam a morte de muitas mulheres, por falta de legislação que confira o direito de escolha à mãe.
Se não vejamos: porque é que os senhores políticos não aprovam a liberação do aborto? Porque não querem andar de candeias às avessas com a Igreja. Mas os senhores políticos esquecem-se que muitas mulheres que fazem os abortos, optam por este caminho por não existirem subsídios e muito menos apoios suficientes para as famílias com um agregado familiar numeroso.
E as mães solteiras? Além de salários baixos, empregos com categorias inferiores aos seus graus académicos, ainda são colocadas à margem pela sociedade, pela igreja e pelo próprio Estado, pois é Ele que também não as apoia, mais uma vez é Ele que lhes vira as costas.
Por quanto mais tempo continuaremos nesta estagnação e sem capacidade de movimentos? Por quanto mais tempo os nossos políticos pensam em virar-nos as costas? Será que este novo governo vai fazer alguma coisa?
É esperar para ver.

O grande dia aproxima-se. Amanhã vou ao médico, tenho levado o dia todo, se não dizer as últimas semanas todas a evitar pensar neste assunto, mas agora tem mesmo de ser…
Amanhã ou sexta dou novidades, mas não vou perder o sorriso. Não vou porque não quero e porque preciso de o manter. Já passei por algo parecido há dois anos, sobrevivi, custou mas estou aqui.
Vou ter forças e vencer mais uma partida que o destino me prega em dois anos.
Ergo a cabeça e sigo em frente.

Hoje Portugal está mais pobre.
Lúcia de Jesus dos Santos, mais conhecida por Irmã Lúcia, faleceu ontem, aos 97 anos de idade, no Carmelo de Coimbra.

Nascida a 22 de Março de 1907, no lugar de Aljustrel, próximo de Fátima, Lúcia tinha apenas 10 anos quando afirmou ter visto, pela primeira vez, Nossa Senhora na Cova da Iria, juntamente com os primos, Jacinta e Francisco, tendo sido a única a alegar ter ouvido as palavras da Virgem.
Inicialmente, a Igreja encarou com cepticismo os relatos dos pastorinhos e só em 13 de Outubro de 1930 o bispo de Leiria proclamou oficialmente que as aparições eram dignas de crédito.
Procurando recato, Lúcia entrou em 1921 num colégio de doroteias no Porto, vindo a professar, como doroteia, sete anos depois, em Tuy (Espanha). Em 1946 regressou a Portugal, entrando dois anos depois para o Carmelo de Santa Teresa em Coimbra, onde professou como carmelita, a 31 de Maio de 1949.
A sua morte foi sentida por todo o Mundo, mas mais especialmente aqui em Coimbra. Portugal perdeu um símbolo mundial de fé cristã. Portugal perdeu uma grande Mulher.
Os assuntos para escrever passeiam-se pela minha cabeça como um cardume de peixes. Existe tanta coisa na actualidade em que podemos pegar para escrever.
Do desporto, à politica. Do tempo, à guerra… Existem imensos temas que, a meu ver, merecem o nosso destaque. Mas muito sinceramente não sei muito bem por onde começar.
Por exemplo, é interessante ver o tempo de antena na televisão e constatar que não há nenhum tema interessante, para o próximo governo. Se não vejamos: digam-me lá os pontos fortes do Sr. Pedro Santana Lopes ou os do Sr. Sócrates. Ou será melhor pedir os pontos fracos ou inexistentes deles?
Para votar no Sr. Pedro Santana Lopes, recordo-me bem do desastre em que colocou o país: o desemprego aumentou descomunalmente e enquanto as multinacionais saem do país, assistimos a um aumento diário de emigrantes vindos dos países de Leste.
Mas verdade seja dita, são esses emigrantes, que mesmo tendo cursos considerados importantes nos seus países, aceitam fazer os trabalhos que os nossos Portugueses não querem, porque lhes estraga a reputação.
Depois disto, vem o chamado “apertar do cinto”, onde cada vez mais o poder de compra dos portugueses baixa e os preços dos bens, designados, essenciais vão aumentando.
Já para votar no Sr. Sócrates, todos se devem lembrar do abordado tema da co-incineração, e todos os temas que este Sr. defendeu aquando da sua presença no governo de Guterres, cujos ministros que propõe, agora, são exactamente os mesmos desse dito governo.
Só mais uma pequena achega, podem-me dizer o que é que os dirigentes e militantes do Partido Humanista têm em mente ao defenderem a permanência das mulheres em casa para cuidar dos filhos?
Estamos a voltar ao antigamente? Onde as mulheres perdem o voto na matéria? Onde passamos a ser consideradas seres inferiores aos homens?! Não, isso nunca. Esquecem-se que muitas mulheres ocupam, neste momento, papéis fundamentais na vida do país e da sua sociedade?
Já agora: voltamos também ao tempo da ditadura, com a PID, a censura conhecida como “lápis azul” e o facto de não podermos dizer aquilo que queremos ou pensamos? Já ninguém se recorda da Revolução de Abril de 1974?!
Será que os senhores governantes se esqueceram de tudo o que passaram nos seus tempos de infância?! Principalmente o Sr. Pedro Santana Lopes?! Parece que sim. Caso Marcelo Rebelo de Sousa, empresas de sondagens e mais recentemente a opinião dada pelo antigo Primeiro-ministro Cavaco Silva, são bem exemplo disso.
Também é interessante constatar que nenhum jornalista tem personalidade para apontar o dedo a este governo e aclarar a memória da população sobre este ponto. Será que já ninguém se lembra?! Ou será o governo a fazer essa mesma repressão na penumbra da Sociedade?!
(continua…)

A revolta parece-me ser 1 sentimento bastante credivel!
Revolta da vida, revolta por os acontecimentos serem desta forma podendo tudo ser de forma diferente.
A revolta será um sentimento de raiva acumulada que acaba por explodir e originar guerras?!
Guerras internas, guerras com o "self", guerras que podem acabar com a auto estima...
Sinto-me mais poderosa que mil mulheres que lutaram pela independencia!
Sinto-me com poder! O poder da escolha, o poder de dizer "eu decido viver!"
Quero sentir os prazeres aos kuais tenho direito. O prazer de dizer "sou mulher!" com orgulho e satisfação.
Pois sou mulher, passando por todos os tormentos aos quais tenho direito, passando por toda a vida que tenho para viver!
Direito de escolha, escolhendo ser de esquerda!
*pcp*
(foi mais forte do que eu, mas vou agora deitar-me e tive de desabafar...mmo mostrando-me mto tendenciosa)