Depois de um ano e dez meses, depois de 145 textos, depois de quase 1100 comentários,depois de perto de 36 000 visitas, depois de 10 autoras.
Depois de sucessos e fracassos, depois de discussões e compreensões, depois de tanta partilha: opiniões, pontos de vista, sentimentos e conhecimentos.
Depois de tudo isto, dou por terminado este canto… Não! Não vou terminar totalmente, não vou deixar de partilhar convosco aquilo que considero ser importante para mim, não vou abandonar um ponto de descontracção e partilha.
Apenas vou mudar de rumo, vou deixar algo que, muito sinceramente já pouco tem a ver comigo, preciso de mais, algo mais meu… Melhor! Algo mais nosso!
Não sou só eu que vou deixar este refúgio. A Anja da Lua e a Universo seguem comigo.
Fecho esta porta da minha vida, fecho-a não com ressentimento, fecho-a com alguma tristeza por me sentir um pouco abandonada.
Percorro cada quarto que foi vosso: Estrela Rosa, Lua, Lyra, Orion, Vénus… Cubro, com um lençol, tudo o que ficou esquecido numa casa que pretendo relembrar com muito amor e carinho, uma casa que pretendo visitar para relembrar.
Eu, a Anja e a Universo encontramo-nos a porta da casa, o jardim um pouco abandonado, a casa a precisar de pintura… Tudo bem fechado. Suspiro. Lágrimas nos olhos.
Caminhamos e olhamos várias vezes para trás. Paro. Poiso a mala e o resto das coisas no chão. Tiro da mala, que trago a tiracolo, um papel onde escrevo a nossa nova Morada. Corro até à porta de casa, prego-o na porta.
O papel da porta esvoaça ao sabor do vento que nos encaminha para o nosso novo destino.
Há algum tempo coloquei um Post sobre um sonho que tinha tido, como os comentários a esse mesmo post têm sido muitos e sinceramente não tenho tempo para responder a todos decidi colocar aqui os links a que recorro quando tenho um sonho um pouco mais estranho.
Inglês:
- Dicionário dos Sonhos
Espero que sejam úteis para todas.
Há um ano senti que o sofrimento terminava ou pelo menos ficava suspenso até ao dia em que novamente iria ao médico.
Depois de ter partilhado convosco todo o meu sofrimento e o meu receio, fiquei sem forças para partilhar o resultado da minha operação. Sei que falhei nesse ponto, mas passado um ano sinto que o que devo fazer é contar-vos tudo o que se passou desde então.
No dia 15 de Abril de 2005 dei entrada no Hospital Cuf Descobertas, em Lisboa, perto da hora de almoço. Depois de feita a inscrição esperei um pouco até que me chamassem.
Pouco depois de ter subido ao quarto uma enfermeira veio ter comigo e entrega-me o necessário para me preparar: um comprimido, uma bata e umas meias elásticas (por fora muito engraçadinhas, mas quem as veste… SOCORROOOO!!!! Pensava que nunca mais voltaria a andar).
Perto das 16h a médica que me indicou para o cirurgião veio ter comigo. Eu e os meus pais conversamos com ela perto de meia hora, enquanto o sono já me começava a atacar e não era pouco. Desci para o bloco operatório acompanhada da minha médica e da minha mãe, fui para a sala de preparação e o que para mim foram apenas uns minutos (porque adormeci) transformou-se numa hora.
Entrei na sala de operações às 18h e passado hora e meia entrava no recobro. Perto das 20h30 subi de novo para o meu quarto e passei uma noite mais ou menos boa. Não sentia dores (a não ser as minhas ricas perninhas que quase não as sentia) apenas a barriga bastante inchada.
No dia 16 pelas 10h tomei um belo de um banhinho e fiquei sentada no cadeirão, o meu médico apareceu as 11h30 e saí as 12h30 do hospital. A minha sorte foi a minha reacção à anestesia, nada de vómitos, nada de nada… até parecia que não tinha sido operada.
Passada uma semana fui de novo ao médico, recebi fotos da operação (que eu nem consegui olhar) e tive ordem de marcha, durante duas semanas pouco exercício e muito repouso, depois poderia fazer a minha vidinha normal.
Nunca tive dores, apenas muita comichão nas cicatrizes e o inchaço na barriga que demorou algum tempo a desaparecer.
O meu quisto não mostrou ser originado pela Endometriose, assim, e como não recebi o contacto do meu médico, o meu quisto foi considerado “normal”.
Desde então a minha médica retirou-me a pílula que andava a tomar e tomo todos os meses o Duphaston. Muito raramente sinto algumas picadas no ovário direito (ovário a que fui operada) e algumas dores fortes antes e depois da menstruação.
Sinais pós-operatórios não tive nenhuns (felizmente) e sinto-me realizada por ter este espaço, uma vez que sei ter sido fonte de acalmia e troca de experiências para muitas de vocês, sinto-me feliz e realizada por vos poder ajudar.

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*adenda: a última foto foi tirada hoje.