Depois de um ano e dez meses, depois de 145 textos, depois de quase 1100 comentários,depois de perto de 36 000 visitas, depois de 10 autoras.
Depois de sucessos e fracassos, depois de discussões e compreensões, depois de tanta partilha: opiniões, pontos de vista, sentimentos e conhecimentos.
Depois de tudo isto, dou por terminado este canto… Não! Não vou terminar totalmente, não vou deixar de partilhar convosco aquilo que considero ser importante para mim, não vou abandonar um ponto de descontracção e partilha.
Apenas vou mudar de rumo, vou deixar algo que, muito sinceramente já pouco tem a ver comigo, preciso de mais, algo mais meu… Melhor! Algo mais nosso!
Não sou só eu que vou deixar este refúgio. A Anja da Lua e a Universo seguem comigo.
Fecho esta porta da minha vida, fecho-a não com ressentimento, fecho-a com alguma tristeza por me sentir um pouco abandonada.
Percorro cada quarto que foi vosso: Estrela Rosa, Lua, Lyra, Orion, Vénus… Cubro, com um lençol, tudo o que ficou esquecido numa casa que pretendo relembrar com muito amor e carinho, uma casa que pretendo visitar para relembrar.
Eu, a Anja e a Universo encontramo-nos a porta da casa, o jardim um pouco abandonado, a casa a precisar de pintura… Tudo bem fechado. Suspiro. Lágrimas nos olhos.
Caminhamos e olhamos várias vezes para trás. Paro. Poiso a mala e o resto das coisas no chão. Tiro da mala, que trago a tiracolo, um papel onde escrevo a nossa nova Morada. Corro até à porta de casa, prego-o na porta.
O papel da porta esvoaça ao sabor do vento que nos encaminha para o nosso novo destino.
Há algum tempo coloquei um Post sobre um sonho que tinha tido, como os comentários a esse mesmo post têm sido muitos e sinceramente não tenho tempo para responder a todos decidi colocar aqui os links a que recorro quando tenho um sonho um pouco mais estranho.
Inglês:
- Dicionário dos Sonhos
Espero que sejam úteis para todas.
Há um ano senti que o sofrimento terminava ou pelo menos ficava suspenso até ao dia em que novamente iria ao médico.
Depois de ter partilhado convosco todo o meu sofrimento e o meu receio, fiquei sem forças para partilhar o resultado da minha operação. Sei que falhei nesse ponto, mas passado um ano sinto que o que devo fazer é contar-vos tudo o que se passou desde então.
No dia 15 de Abril de 2005 dei entrada no Hospital Cuf Descobertas, em Lisboa, perto da hora de almoço. Depois de feita a inscrição esperei um pouco até que me chamassem.
Pouco depois de ter subido ao quarto uma enfermeira veio ter comigo e entrega-me o necessário para me preparar: um comprimido, uma bata e umas meias elásticas (por fora muito engraçadinhas, mas quem as veste… SOCORROOOO!!!! Pensava que nunca mais voltaria a andar).
Perto das 16h a médica que me indicou para o cirurgião veio ter comigo. Eu e os meus pais conversamos com ela perto de meia hora, enquanto o sono já me começava a atacar e não era pouco. Desci para o bloco operatório acompanhada da minha médica e da minha mãe, fui para a sala de preparação e o que para mim foram apenas uns minutos (porque adormeci) transformou-se numa hora.
Entrei na sala de operações às 18h e passado hora e meia entrava no recobro. Perto das 20h30 subi de novo para o meu quarto e passei uma noite mais ou menos boa. Não sentia dores (a não ser as minhas ricas perninhas que quase não as sentia) apenas a barriga bastante inchada.
No dia 16 pelas 10h tomei um belo de um banhinho e fiquei sentada no cadeirão, o meu médico apareceu as 11h30 e saí as 12h30 do hospital. A minha sorte foi a minha reacção à anestesia, nada de vómitos, nada de nada… até parecia que não tinha sido operada.
Passada uma semana fui de novo ao médico, recebi fotos da operação (que eu nem consegui olhar) e tive ordem de marcha, durante duas semanas pouco exercício e muito repouso, depois poderia fazer a minha vidinha normal.
Nunca tive dores, apenas muita comichão nas cicatrizes e o inchaço na barriga que demorou algum tempo a desaparecer.
O meu quisto não mostrou ser originado pela Endometriose, assim, e como não recebi o contacto do meu médico, o meu quisto foi considerado “normal”.
Desde então a minha médica retirou-me a pílula que andava a tomar e tomo todos os meses o Duphaston. Muito raramente sinto algumas picadas no ovário direito (ovário a que fui operada) e algumas dores fortes antes e depois da menstruação.
Sinais pós-operatórios não tive nenhuns (felizmente) e sinto-me realizada por ter este espaço, uma vez que sei ter sido fonte de acalmia e troca de experiências para muitas de vocês, sinto-me feliz e realizada por vos poder ajudar.

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*adenda: a última foto foi tirada hoje.
Durante estas duas últimas semanas, tive estes dois livros na cabeceira.

“A honra do silêncio” retrata a outra face da Segunda Guerra Mundial. Retrata os campos de concentração nos Estados Unidos, mostra um outro lado da guerra que eu não conhecia.

Por sua vez o livro “Um longo caminho para casa” retrata a vida de uma criança que sofria de maus tratos por parte da mãe e da passividade, perante aquela situação, por parte do pai.
São dois livros apaixonantes que me fizeram estar presa a eles até descobrir o final.
Desta vez vou falar de um tema já bastante abordado por aqui: os distúrbios alimentares.
Posts como: o Culto do corpo, Mortas por emagrecer e Anorexia, já aqui foram colocados.
Muito se fala sobre este tema nas televisões, nas revistas... Muitas pessoas chamam a atenção dos nossos jovens para a importância de seguir uma dieta equilibrada, sem que se cometam loucuras, pois essas mesmas loucuras podem vir a ser muito, mas mesmo muito prejudiciais, para a vida futura da/o jovem/mulher/homem.
Agora fiquei chocada! Melhor mesmo, fiquei chocadíssima, ao deparar-me com um anúncio na televisão de um daqueles novos “clubes” que se mandam sms’s e vamos recebendo toques, imagens etc. …
Fiquei chocada ao deparar-me que um desses ditos ”clubes” acaba de criar mais uma forma de aliciar jovens inconscientes e inocentes, que ao verem-se um pouco descriminados por causa do seu corpo, por os amigos serem mais perfeitos aqui e ali, vão acabar por cair em tentação em enviar uma sms.
Meninas e meninos, esse dito clube é apenas um monstro que vos quer comer o vosso dinheiro e a vossa saúde. Uma dieta deve ser feita sob orientação médica e, felizmente, no nosso país já existem bons profissionais nesse ramo.
Eu própria, sou uma rapariga gordinha, mas aprendi a gostar de mim própria. Lutei contra criticas, contra pessoas que me colocaram de lado, que me quiseram destruir por eu ser gorda e por ser mais esforçada naquilo que queria alcançar. Não me considero mais inteligente do que outra pessoa, apenas considero que se estou onde estou foi por todo o esforço que tenho desempenhado até agora.
Gosto de mim como sou e sei que essa é a minha grande vitória.

A minha prenda para Ele

As Dele para mim

Em especial o anel vindo da Patricia

* Adenda - o anel em maior aqui
Obrigado R. :) :$ *sukiyo*
"Parece-me fácil viver sem ódio, coisa
que nunca tive, mas viver sem amor,
acho impossível.”
Conta a lenda que Valentim era um padre que, no século III d.C., casava, em segredo, os jovens pares de namorados, isto porque o Imperador Cláudio II, reconhecendo que os melhores soldados eram solteiros, proibiu os mancebos de contraírem matrimónio.
Dão-se como origem provável para o Dia dos Namorados, um feriado dedicado a Juno, a rainha dos deuses romanos, também conhecida pela deusa das mulheres e dos casamentos, ou o festival dedicado a Fauno, divindade que velava pela fertilidade dos campos e pela fecundidade dos rebanhos, e que se celebrava a 15 de Fevereiro.
Assim e durante estes festejos, chamados de Lupercalia, eram sorteados os nomes das jovens solteiras entre os rapazes candidatos ao namoro. O romance podia ter a duração do festival ou ser mais longo. Muitas vezes os jovens apaixonavam-se e casavam mais tarde.
E que tal umas dicas para o dia de amanha?
Os mais atrasados ainda vão a tempo de passar pelo shopping mais perto e deparar-se com as lojas cheias de dicas para este dia. Existe sempre peluches, com bonitas declarações, os postais, aqueles corações enormes, os porta-chaves... tanta coisa.
Para as meninas atrasadas, o relógio Swatch Valentine`s é uma boa escolha. É um relógio cheio de amor e muito estilo.
Para os mais românticos, um bom jantar a dois num restaurante requintado (rapazes, elas gostam...) e com muito amor.
Para os mais gulosos (ou gulosas), sabe sempre bem uma caixa de bombons.
Mas não se esqueçam que este dia é para ser levado com muita paixão, aliás como todos os dias.
Feliz dia de S. Valentim para todos.

* adenda - post escrito a quatro maos: Anel de Saturno e Anja da lua (as únicas resistentes de um blog previsto para 14 mãos)
Adoro...
Adoro o silêncio
Adoro uma boa música
Adoro o som da chuva
Adoro o som do teclado
Adoro...
Adoro uma paisagem tranquilizante
Adoro o cheiro da minha terra natal
Adoro o colorido
Adoro um sorriso
Adoro...
Adoro a simpatia das pessoas
Adoro a alegria de viver
Adoro a minha vida
Adoro correr
Adoro... Simplesmente... Adoro!!!!

As operações rodoviárias levadas a cabo pela Guarda Nacional Republicana, a meu ver, têm deixado muito a desejar.
Embora os números revelem que se registaram menos 250 acidentes e menos feridos graves, do que em igual período do ano passado, existem coisas com que se deviam preocupar mais além da simples “caça à multa”.
Se não vejamos. Eu estou a estudar em Trás-os-Montes e sou do Alto Alentejo, como já muitos sabem. Na passada segunda-feira eu e o meu pai fizemos uma viagem de 4h para norte e o meu pai voltou ao Alentejo nesse mesmo dia.
Viajámos pelas estradas mais perigosas do país (IP5 e IP4) e ao longo de cerca de 400km/800km avistamos apenas três brigadas. Todos na maior da descontracção, encostados aos carros, a fumarem, etc, etc.
Mas… estas três brigadas apenas foram avistadas duas no inicio do IP2, estrada que liga Portalegre à A23, e outra mesmo no inicio do IP5.
Eu pergunto-me: estão estes senhores sempre a queixarem-se disto e daquilo, enquanto levam uma vida de luxo, uma vida paga às nossas custas e queixam-se do quê? De levarem a vida com o rabinho assente em carros do bom e do melhor!? De terem de passar um x de multas diariamente e só para atingirem esse fim, multarem pessoas por coisas insignificantes, como o esquecimento de mudar o selo do seguro do vidro do carro, quando até temos o novo na carteira!?
Dou-vos ainda outro exemplo. A profissão do meu pai, faz com que se desloque constantemente entre Lisboa e Portalegre, praticamente todas as semanas. Ao longo de perto de 300km e fazendo uma viagem durante a noite, quer pela A6, quer pelas estradas nacionais, não se avista uma única brigada. Uma única brigada, para que os condutores ao menos se sintam acompanhados.
Ainda se estranha o facto de no inicio desta semana um bebé de 9 meses ter morrido e de os seus pais estarem internados em estado grave, após um acidente cuja hora e causa ainda se encontram desconhecidas?!
Eu não acho. Porque se os nossos agentes se preocupassem em patrulhar as nossas estradas, sem fins adquiridos à partida, estas seriam mais seguras e nós utilizadores das mesmas também nos sentíramos muito mais acompanhados.
Bolas! Eu faço cerca de 14 horas de viagem de quinze em quinze dias e é MUITO raro encontrar-se uma brigada, isto quando viajo de dia, porque quando é de noite onde andam eles?!
Chega de sermos hipócritas e acreditarmos que este ano foi melhor que o anterior, CHEGA! Somos um país livre, temos de pôr as coisas tal como elas são.

Sei que há muito tempo que não escrevo aqui. Sei que ando um pouco desleixada com os meus cantinhos. Mas o cansaço que me consumia cada vez que ia a casa, impedia-me de ter tempo para eles.
Agora espero que as coisas mudem. Já tenho net em Trás-os-Montes, logo quero dedicar algum do meu, pouco, tempo livre a eles. Sinto saudades de escrever, de partilhar convosco, mesmo que não espelhe totalmente tudo, mesmo que rebusque em palavras para espelhar os meus sentimentos, quero voltar a partilhar um pouco de mim.
Tenho muitos assuntos para pôr em dia. Eu sei, não me esqueci. Tenho de responder a alguns comentários. Quero mudar a imagem deste cantinho e do outro. Preparem-se porque quero este blog mais mexido.
Quero renascer.


Um livro um navio
Que nos leva pelos mares
Que nos transporta pelos ares
Como navegando num rio.
Um livro um abraço
Entregue a um amigo
Muito querido
Enfeitado por um laço.

Um livro uma escola
Que se tráz na sacola
Que nos ajuda a crescer
E, principalmente, a aprender.
Um livro um jardim
Replecto de capim
Que nos faz sonhar
Ao olhar.

Vou regressar a Trás-os-Montes, mas vou carregadinha de informação para escrever. Espero poder ser útil e conseguir recuperar os meus cantinhos.
Até breve *
Depois de tanto tempo sem escrever, finalmente a vontade e a inspiração regressam. Sentada no sofá e com o portátil no meu colo deixo que os pensamentos fluam enquanto vasculho variados textos escritos há algum tempo atrás e que me chamam a atenção.
Finalmente me dedico um pouco mais a este meu mundo. Sei que tenho muitos leitores à espera de resposta e finalmente vão recebe-la. Muitas dessas respostas vão chegar por e-mail, outras vão surgir aqui em forma de textos.
Adoro sentir-me útil e é assim que quero continuar a ser. Se alguém quiser ver temas aqui expostos podem enviar-me e-mail na secção de correio do blog.
Vou lançar mãos à obra para ajudar todos quantos quiserem e necessitarem de mim.

Ontem enquanto passeava pelo chiado, à espera que fossem horas de ir a mais uma consulta deparei-me com este anúncio. Achei por bem tirar fotografia para alertar toda e qualquer pessoa que não tenha possibilidade de se dirigir até lá.

P.S. – Prometo noticias à cerca da minha operação para breve :D
Porque será que todos acham ser mais fácil exprimir os seus sentimentos através da língua inglesa?
Tenho falado com várias pessoas que me dizem ser mais fácil exprimir os sentimentos através do Inglês do que através da nossa língua mãe. Será por a nossa língua ter múltiplas palavras que significam o mesmo?
Para mim é mais fácil exprimir em português, pois consigo encontrar as palavras certas para aquilo que pretendo transmitir. Acho que é mais fácil exprimir a intensidade dos sentimentos através da nossa língua.

Recentemente foi testado em Portalegre um novo modelo de prescrição médica.
Este modelo consiste na substituição das receitas médicas em papel, para uma espécie de ficheiro informático, que os farmacêuticos terão acesso através da Internet. Os hospitais de Portalegre e Elvas, tal como os dezasseis centros de saúde e as quarenta farmácias da região encontrar-se-ão todos ligados em rede.
Este formato trará muitas vantagens quer para médicos, farmacêuticos e doentes: o médico poderá prescrever um medicamento mais barato e o doente passará a saber quanto irá pagar na farmácia, os farmacêuticos passarão a ter mais facilidade na descodificação da tão famosa “letra de médico” e os doentes poderão deslocar-se a qualquer outra farmácia caso a primeira farmácia onde se dirigiu tenha falta de medicamentos.
O responsável pela pasta da saúde garante que brevemente todo o país passará a usufruir deste novo modelo de prescrição médica.

Apetece-me sentar-me no parapeito da janela e olhar o céu em silêncio, contemplar as estrelas, sentir-me envolvida pela luz da lua.
Apetece-me embrulhar-me num cobertor e chorar até que as forças me faltem, deitar toda a dor, mágoa, tristeza, desilusão, arrependimento, amargura, medo, tristeza…
Apetece-me libertar-me de todos os sentimentos que me envolvem e consomem a alma, que antigamente era repleta de sorrisos, alegria e tranquilidade.
Apetece-me saborear um café com um delicioso bolo de chocolate, a observar o mar.
Apetece-me ver as crianças a brincarem num parque infantil…
Apetece-me ser envolta pela sua inocência e felicidade.
Apetece-me tanta coisa e a vida cada vez mais me passa rasteiras. Estou farta de estar doente, farta de ter de condicionar todos os meus movimentos por causa desta maldita doença que me consome o corpo, o espírito e a mente…
Apetece-me dormir e só acordar depois de todo este pesadelo passar.
Apetece-me sorrir em vez de chorar.
Apetece-me brincar, apetece-me correr, apetece-me soltar as amarras e simplesmente deixar-me levar ao sabor de um vento que me leve a porto seguro, onde possa voltar a sorrir.

*Foto gentilmente cedida por RainStorm*
Sentada dentro do carro observo a chuva que me rodeia. As pessoas azafamadas fogem dela “a sete pés”, já eu procuro um lugar onde possa senti-la, saboreá-la, entranha-la em mim.
No meio de uma cidade em total bulício é praticamente impossível; na praia, vêm-se casalinhos apaixonados ou grupos de jovens sorridentes, assim a minha única solução é procurar uma pequena barragem onde possa encontrar a solidão total.
Eis que a encontro, pequena em tamanho, mas grande em tranquilidade. Num dos lados uma pequena árvore mergulha os seus “pés” e saboreia o prazer que a chuva lhe proporciona. A tão desejada chuva.
Desligo o carro, e fico em silêncio a ouvir a chuva a bater nos vidros. Fecho os olhos e recosto-me no banco. Sou acordada do meu leve sono pelo toque do telemóvel. Vejo quem se trata e não atendo. Quando pára de tocar, tiro-lhe o som e volto a colocá-lo dentro da mala. Não quero falar com ninguém.
Saio do carro e tento abstrair-me da pessoa que me tentou contactar. Quero estar sozinha, refugiar-me em mim mesma e naquilo que sinto. Sento-me ao lado da árvore, descalço os sapatos e molho os meus pés, tal e qual ela faz.
Sinto a chuva a cair-me em cima e deixo-me ficar. Embalada ao sabor dos meus sentimentos. Sentimentos por mim, pelo mundo que me rodeia, pela vida que levo, pela tristeza que me consome.

Como a voz do povo diz: “quando se fecha uma porta, Deus abre-nos uma janela.”
Assim tentei fazer nesta casa. Sinto falta do extraordinário cheiro a flores, amor, felicidade e amizade que aqui se fazia sentir, entristeço-me pois ao contrário desse cheiro a única coisa que sinto é um cheiro insuportável a pó.
Pouso a minha mala no hall de entrada e vagueio em silêncio pelos corredores.
Suspiro e decido meter mãos à obra. Entro no meu quarto, abro a janela e troco de roupa. Limpo tudo tentado voltar a dar aquele ar fresco e jovial que sempre nos caracterizou.
Já que duas das nossas colaboradoras nos abandonaram de vez e outras quatro andam meio inactivas, para não dizer totalmente ausentes, decidimos abrir as portas a duas novas companheiras.
Das portas do quarto da Lua e da Lyra, mudo os símbolos e os nomes para: Sunshine e Anja da Lua.
Sento-me na janela da sala à espera delas, assim como espero anciosamente pelo regresso a Universo, Vénus, Estrela Rosa e da Orion. Esta casa precisa da animação e agitação de antigamente.

O sol entra pela janela entreaberta do quarto.
Abrimo-la em conjunto enquanto a brisa nos envolve o corpo e o espírito.
- Estica os braços na esperança de apanhar ainda uma estrela. – Dizes-me.
Prefiro rebolar na relva e perder-me com os cheiros primaveris.
Enquanto isso, deitas-te tentando ouvir a melodia de cada pássaro. Sorris ao pensar que foi feita de propósito para ti.
Procuramos algo com o olhar até que nos encontramos… Nós, “simples” amigas.
Vens ter comigo e deitas-te ao meu lado tentando ficar em silêncio. Enquanto o teu Coração diz as palavras que querias pronunciar.
Fechamos os olhos e de mão dada ficamos a pensar no mundo q nos envolve.
Solto um sorriso ao mesmos tempo que te dedico um momento de cócegas.
Rimos juntas a gargalhada como se fossemos apenas crianças de quatro anos.
Sentimos passos… levantamo-nos em busca do motivo do som.
- Foi fruto da nossa imaginação. – Afirmas.
Olho para ti e digo: - Não… Não, estamos sozinhas no mundo... Vamos em busca de alguém que nos acompanhe nesta caminhada.
Vens comigo. Reparamos na mais pequena flor que no passado a víamos com outro olhos. Lembramos em conjunto a insignificância que ela tinha para nós.
A partir de hoje tudo muda.
* Post escrito em conjunto com a life_angel

Entrar num consultório de Ginecologia sempre foi/é associado a uma possível gravidez, mas o meu caso foi/é diferente.
Os vários consultórios ginecológicos onde fui, sempre me fizeram sentir profundamente triste e abalada, ao observar os rostos felizes das mulheres que os frequentam carregando no seu ventre o filho tão desejado. Os olhares que me deitavam quando saia com as lágrimas a rolarem-me pelo rosto, olhares de pena e compaixão, enquanto acariciavam as suas barrigas, esses sim, são profundamente dolorosos.
Há tempos falei de Quistos nos Ovários, falei do Grande Dia, mas hoje é tempo de falar do que realmente se passa comigo. Sei que não estou sozinha no mundo e infelizmente tenho encontrado um crescente número de comentários no primeiro post mencionado.
Digo infelizmente, porque várias mulheres têm vindo a este blog compartilhar comigo o que sentem e um pouco daquilo por que têm passado.
Na quarta-feira, tive de me dirigir mais uma vez a Lisboa, com o intuito de escutar mais uma opinião sobre o meu caso. Não me arrependo de ter feito tantos quilómetros, uma vez que me encontrava em Mirandela ainda nem há três dias, mas acho que valeu a pena.
Finalmente descobri o porquê de me ter aparecido este quisto enorme (7.5cm) no ovário, o porquê de ter tantas dores (dores estas que algumas das vezes me impossibilitam até de andar), o porquê de ter cólicas menstruais e de essas me serem tão dolorosas… Todos os porquês foram dissipados com uma “simples” palavra: Endometriose.
É esta a doença de que sou vitima, uma doença que actualmente abrange cerca de 10% das mulheres em idade fértil, principalmente as mais jovens, o que provoca ainda mais impacto.
A Endometriose pode estar relacionada com algum problema no sistema imunitário, como pode ser um problema de foro genético. Foi classificada com sendo uma doença que pode variar do grau I ao grau IV, não sendo contudo precisos estes graus, uma vez que uma mulher com Endometriose de grau I pode ter mais dores e sofrer muito mais com a doença do que uma mulher que sofra de Endometriose de grau IV.
Mas há uma opinião unânime, não pode ser uma doença colocada de lado, tratando-se apenas de mais uma e vulgar constipação. Actualmente é uma doença tão grave quanto a sida, mas sendo a Endometriose posta de lado pela sociedade actual.
A Endometriose pode surgir em vários locais do corpo, sendo os mais frequentes os ovários e o útero. Esta doença consiste na não total expulsão de todos os elementos constituintes das paredes do útero, aquando da menstruação.
A melhor forma de tratamento é a Laparoscopia, uma cirurgia, efectuada através de quatro incisões na barriga. Esta cirurgia permite retirar o quisto e eliminar, através de laser, vaporização de alta frequência ou bisturi eléctrico, todos e quais quer potenciais focos da doença.
É uma doença ligada à infertilidade feminina, mas nem sempre acontece, só cerda de 30 a 40% das mulheres são consideradas inférteis, por sofrerem de Endometriose.
Provavelmente serei operada no dia 15 de Abril deste ano, no hospital Cuf Descobertas.

*Adenda: mudei-me para Aqui
Por entre as lágrimas observo o teu rosto, queria que através do poder do meu olhar sentisses o meu toque e ele te conseguisse demonstrar o que significas para mim.
Sei que tudo o que acontece hoje é reflexo de tudo o que aconteceu no passado e muito por minha culpa. Sinto que não há palavra alguma que possa descrever o que sinto e que sei que sentes também.
O teu semblante fala por si, o teu olhar triste, a forma como te escondes e encostas a cabeça.
Sinto-me como uma criança pequena que fez a maior asneira da vida, mas será que amar-te é algum pecado?
Sinto-me de mãos e pés atados, como sempre me senti. Sinto que toda a minha vida vai ser controlada como se eu me tratasse de uma marioneta que é manipulada por uns cordelinhos e que não tem ninguém que a ajude a soltar essas amarras.
Sinto-me inútil, sinto que já nada faz sentido… Mas mais uma vez, vou voltar a sorrir e esconder tudo o que sinto, só assim vou tentar voltar a “viver”.

Quero…
Quero viajar e conhecer novos mundos
Quero ver o nascer do sol e agradecer
Quero chegar ao pé do mar e nadar
Quero sorrir de felicidade
Quero chorar de saudade
Quero olhar-te com ternura e perceber a tua candura
Quero sonhar e brincar
Quero bronzear-me ao sol
Quero escorregar na neve
Quero sentir-me leve
Quero correr enquanto escrevo
Quero perder-me nas palavras dos outros
Quero ouvir uma música e sorrir
Quero simplesmente dormir…

Desde o ano de 1857 que as mulheres continuam a travar uma luta diária contra a repressão, os maus tratos e as más condições de vida implementadas pelos consecutivos governos dos vários países do Mundo.
É incrível e ao mesmo tempo aterrador constatar que não bastou a aprovação da “Convenção dos Direitos Políticos das Mulheres”, pelas Nações Unidas, para que ainda existam países onde as mulheres não podem votar e muito menos ser eleitas.
Por exemplo, no Kuwait, a mulher continua a não possuir Direito de Voto, mesmo sendo um dos países Árabes mais liberais e onde as mulheres ocupam cargos importantes dentro dos ministérios e das empresas privadas.
Não nos podemos esquecer de países bem conhecidos do nosso quotidiano como o Afeganistão ou o Iraque onde o fundamentalismo continua a prender as mulheres atrás de um véu, onde os direitos humanos mais básicos lhes são negados e onde as mulheres são apenas vistas como simples reprodutoras, “escravas” dos homens e continuam submissas e aterrorizadas com as degolações ou os apedrejamentos até à morte.
Temos ainda as práticas ancestrais que são efectuadas em jovens africanas mutilando-as sexualmente, assim como as violações de guerra, que ainda são consideradas como práticas aceites.
Mas não precisamos sequer sair do nosso país para nos apercebermos de que a evolução do mundo Feminino ainda não é bem aceite pelos homens. Continuamos a assistir a agressões a mulheres, a violações, a abortos clandestinos, que provocam a morte de muitas mulheres, por falta de legislação que confira o direito de escolha à mãe.
Se não vejamos: porque é que os senhores políticos não aprovam a liberação do aborto? Porque não querem andar de candeias às avessas com a Igreja. Mas os senhores políticos esquecem-se que muitas mulheres que fazem os abortos, optam por este caminho por não existirem subsídios e muito menos apoios suficientes para as famílias com um agregado familiar numeroso.
E as mães solteiras? Além de salários baixos, empregos com categorias inferiores aos seus graus académicos, ainda são colocadas à margem pela sociedade, pela igreja e pelo próprio Estado, pois é Ele que também não as apoia, mais uma vez é Ele que lhes vira as costas.
Por quanto mais tempo continuaremos nesta estagnação e sem capacidade de movimentos? Por quanto mais tempo os nossos políticos pensam em virar-nos as costas? Será que este novo governo vai fazer alguma coisa?
É esperar para ver.

O grande dia aproxima-se. Amanhã vou ao médico, tenho levado o dia todo, se não dizer as últimas semanas todas a evitar pensar neste assunto, mas agora tem mesmo de ser…
Amanhã ou sexta dou novidades, mas não vou perder o sorriso. Não vou porque não quero e porque preciso de o manter. Já passei por algo parecido há dois anos, sobrevivi, custou mas estou aqui.
Vou ter forças e vencer mais uma partida que o destino me prega em dois anos.
Ergo a cabeça e sigo em frente.

Os assuntos para escrever passeiam-se pela minha cabeça como um cardume de peixes. Existe tanta coisa na actualidade em que podemos pegar para escrever.
Do desporto, à politica. Do tempo, à guerra… Existem imensos temas que, a meu ver, merecem o nosso destaque. Mas muito sinceramente não sei muito bem por onde começar.
Por exemplo, é interessante ver o tempo de antena na televisão e constatar que não há nenhum tema interessante, para o próximo governo. Se não vejamos: digam-me lá os pontos fortes do Sr. Pedro Santana Lopes ou os do Sr. Sócrates. Ou será melhor pedir os pontos fracos ou inexistentes deles?
Para votar no Sr. Pedro Santana Lopes, recordo-me bem do desastre em que colocou o país: o desemprego aumentou descomunalmente e enquanto as multinacionais saem do país, assistimos a um aumento diário de emigrantes vindos dos países de Leste.
Mas verdade seja dita, são esses emigrantes, que mesmo tendo cursos considerados importantes nos seus países, aceitam fazer os trabalhos que os nossos Portugueses não querem, porque lhes estraga a reputação.
Depois disto, vem o chamado “apertar do cinto”, onde cada vez mais o poder de compra dos portugueses baixa e os preços dos bens, designados, essenciais vão aumentando.
Já para votar no Sr. Sócrates, todos se devem lembrar do abordado tema da co-incineração, e todos os temas que este Sr. defendeu aquando da sua presença no governo de Guterres, cujos ministros que propõe, agora, são exactamente os mesmos desse dito governo.
Só mais uma pequena achega, podem-me dizer o que é que os dirigentes e militantes do Partido Humanista têm em mente ao defenderem a permanência das mulheres em casa para cuidar dos filhos?
Estamos a voltar ao antigamente? Onde as mulheres perdem o voto na matéria? Onde passamos a ser consideradas seres inferiores aos homens?! Não, isso nunca. Esquecem-se que muitas mulheres ocupam, neste momento, papéis fundamentais na vida do país e da sua sociedade?
Já agora: voltamos também ao tempo da ditadura, com a PID, a censura conhecida como “lápis azul” e o facto de não podermos dizer aquilo que queremos ou pensamos? Já ninguém se recorda da Revolução de Abril de 1974?!
Será que os senhores governantes se esqueceram de tudo o que passaram nos seus tempos de infância?! Principalmente o Sr. Pedro Santana Lopes?! Parece que sim. Caso Marcelo Rebelo de Sousa, empresas de sondagens e mais recentemente a opinião dada pelo antigo Primeiro-ministro Cavaco Silva, são bem exemplo disso.
Também é interessante constatar que nenhum jornalista tem personalidade para apontar o dedo a este governo e aclarar a memória da população sobre este ponto. Será que já ninguém se lembra?! Ou será o governo a fazer essa mesma repressão na penumbra da Sociedade?!
(continua…)

É mais uma noite de sábado como todas as outras. Encontro-me em casa a preparar-me para voltar a Trás-os-Montes, confesso que sem grande vontade.
Hoje em dia, são raras as pessoas que se encontram no IRC que iniciam uma conversa interessante. Normalmente os privados que se abrem são para “bater coro”, querem logo saber os nossos contactos de Messenger para verem pela Web Cam, etc.
Um dos leitores deste blog, abriu conversa comigo e puxou um assunto bastante interessante e que me motivou a escrever.
Não sei se é a opinião de mais algum dos nossos leitores mas o que é certo é que não escrevemos algo combinado. Todos os textos que são publicados neste blog, são espontâneos, autênticos e únicos de cada uma das participantes deste blog.
Nenhuma de nós lê os textos das outras antes de eles serem colocados online. Nenhuma mesmo.
“Quantas vezes pegaste num texto e o publicaste sem o rever?!”
- Foram raros os textos em que o fiz. Já não consigo escrever sem rever, faz parte da estética dos meus blogs e dos meus sentimentos, porque ao reler acrescento sempre algo que ficou por dizer.
“Tens medo que seja muito íntimo ou que pensem coisas de ti?!”
- Existem textos que sim. Quando são muito fortes, não os consigo publicar, revelam demasiado de mim. Não gosto disso. Adoro sentir-me enigmática.
“Quando lês, a que te sabem as palavras?!”
- Por vezes sabem a chocolate, a morangos e a água fresca.
“O que tu escreves sabe-me a mel e canela”
- O que escrevo sabe-me a morangos, os romances que leio sabem-me a chocolate e alguns blogs que sigo sabem-me a água fresca. Há ainda aqueles que me sabem a pimenta, blogs que acabam e que têm potencial para seguir em frente, isso deixa-me triste e ao mesmo tempo furiosa, pelas pessoas não acreditarem em si mesmas.
“Quando escreves a história da tua vida? Sem açúcar? Nua e crua?”
- Aí é que está, a história da minha vida é escrita por detrás da magia da minha imaginação, muita dela está escrita nas entrelinhas de cada texto que faço.
“É um crime não abrirem as bibliotecas aos fins-de-semana”
- Também acho. Acho que haveria muito mais pessoas a frequentarem as bibliotecas, muito mais pessoas a lerem e a procurarem mais e mais livros. Aí, quem frequenta as bibliotecas não seria identificado como “intelectual” (sendo eu uma delas, embora não me considere como tal), aí essas pessoas passariam a ser consideradas “normais”, pois todos se identificariam, em vez de ficarem sentados em frente à televisão ou ao computador teriam temas mais interessantes para debater e compartilhar.
“Gostas de banda desenhada?”
- Sim, mas já gostei mais. Prefiro um bom romance.
“Não é BD tipo Homem Aranha, é BD de vida real. Num livro imaginas o local conforme te são descritas pelo narrador, na BD podes-te concentrar nos pormenores, porque eles tão lá, não precisam de ser descritos.”
- Ai é que está, eu prefiro imaginá-los à minha maneira. Não de vê-los pelos olhos das outras pessoas.
Um post que mais parece uma entrevista, mas que soube bem escrever.

Vagueio pelo jardim, inalo o cheiro das árvores, observo as crianças a brincarem no parque infantil. Sento-me num dos baloiços e recordo tudo como se fosse ontem.
O sentimento de o ter de volta, a alegria e felicidade que senti ao longo de todo este tempo, é isso que quero recordar, são essas as lembranças que quero manter bem guardadas no meu coração, no cantinho para sempre reservado a ele.
Fecho os olhos e começo a baloiçar, lentamente de pés no chão, liberto o meu coração da tristeza que lhe suga a vida, tento acalmar-me, embora saiba que isso vai demorar algum tempo.
Ergo o rosto e suspiro, quero voltar a enfrentar a vida de frente e principalmente quero voltar a sorrir.

Trás-os-Montes… Alentejo…
Mirandela… Portalegre…
Solidão… Companhia…
Alegria… Tristeza…
Frio… Aconchego….
Tantas são as coisas que me dividem a alma, o espírito, a mente. Se por um lado cá estar em baixo me faz sentir melhor, por outro o meu espírito mergulha numa imensa tristeza, dor, mágoa e desilusão.
Estou farta de me sentir inútil e de tudo o que faça seja em vão. Estou farta de tudo, estou cansada, sem forças, sem brilho, sem sorrisos, sem a alegria de viver que tanto me caracterizava…
Lá estar em cima não implica o meu desaparecimento total. Estar lá em cima implica o meu afastamento temporário, mas ao que parece as pessoas só se lembram da minha existência quando apareço por este mundo… ESTOU FARTA… Só se lembram quando precisam. E eu?! Não preciso de ninguém?!
A velha Anel que todos conheciam morre aos poucos. Só espero não acabar por desaparecer de vez. Aí será tarde de mais, aí já ninguém me conseguirá levantar, aí todos colocarão a mão na consciência e pensarão: Porque é que a abandonei?!
Aí já cá não estarei!

Chego.
Estaciono o carro diante da igreja, são precisamente 22h30 de uma noite fria de Inverno. Recosto-me no banco e inspiro a solidão que me envolve. O bulício da cidade pouco me afecta, preciso descansar por uns minutos.
É o início de um fim-de-semana inesperado. Chego sem avisar, todos pensam que me encontro num jantar com alguns colegas.
Saio do carro, retiro o pequeno saco que trago comigo e inspiro o ar totalmente diferente daquele que respirei durante uma semana. Durante as sete horas e meia de caminho que percorri, muitas foram as imagens contrastantes, os cheiros, os sons.
Tudo muda, tudo faz uma enorme diferença num país tão pequeno como o nosso. Começando por Trás-os-Montes, com os seus cheiros mais típicos: a lenha queimada, a humidade, a campo, mas um campo antigo, com pouca renovação possível.
O Marão com os seus vales profundos, onde o sol se mistura com o nevoeiro, onde todo o cuidado é pouco numa estrada tão sinuosa. A passagem pelo porto, o cheiro a cidade em ebulição constante, a stress, rostos carregados, nervosos, ansiosos…
Por fim, passadas cerca de mais três horas em auto-estrada, o doce cheiro ao norte Alentejo, o cheiro a eucalipto misturado com pinheiro húmido, as imensas rectas ladeadas de arvores, que transmitem uma sensação que protecção imensa.
Suspiro… Chego a casa e encontro-a vazia… De novo vazia… Onde andam todos?

Abandono o meu Alentejo por tempo indeterminado, levo comigo o seu cheiro, as suas paisagens, o sotaque das pessoas, o amor que tenho pelo lugar onde nasci e cresci.
Vou para Trás-os-Montes, onde recomecei uma nova vida, onde conheci novas pessoas, onde procuro formar-me como Solicitadora. Todos os dias de manhã observo através da janela do meu quarto os montes que me rodeiam, o nevoeiro, sinto o cheiro diferente que povoa aquela terra, embrenho-me num sotaque completamente oposto ao meu.
A única certeza que levo na minha mala, é que não me vou esquecer de cada momento passado no Alentejo, muito menos das alegrias e das pessoas que aqui tenho. Abalo com a certeza de possuir um amor imenso no meu coração, do qual não me quero desfazer nunca.
Abalo com a certeza que te amo e que vou morrer de saudades tuas.

Este era um dos temas que eu gostava de nunca focar num dos meus blogs, mas infelizmente a realidade que se deparou sobre mim, ontem, fez-me sentir uma necessidade enorme de falar sobre isso aqui.
Plágio… Plágio… Plágio… Fui vitima de plágio.
Senti-me tão revoltada que ninguém imagina.
Mas afinal o que é o plágio?
Plágio é a cópia fraudulenta do trabalho de outrem que um autor apresenta como sua.
Ontem nem foi bem a palavra plágio que usei mas sim usurpação que vai dar praticamente à mesma coisa, sendo apenas uma palavra bem mais forte em termos de sentido:
Apoderar-se astuciosa ou violentamente de uma coisa de que alguém legitimamente usufruiu ou que lhe pertence.
Foi tão revoltante, que quem estava ao pé de mim já nem sabia o que me fazer para eu não “matar ninguém”.
Estava eu tranquilamente em mais uma noite de IRC quando é posta em causa a autenticidade de eu ser eu. De os meus textos serem mesmo meus. Ao saber a identidade da pessoa em questão fui falar com ela em privado e não é que me afirma a “pés juntos” que ela era EU?!
Ai fiquei com uma vontade de lhe bater descomunal… coitada da menina… os seus quinze anos não deram para mais se não tentar agradar uma pessoa mais velha, pela escrita, fazendo-se passar por mim.
Se o plágio de textos e opiniões, fotos ou coisas do género já de si é revoltante, espero que nunca passem por aquilo que eu ontem passei.
Porque de facto, o plágio é a coisa mais suja que pode haver e é um dos pontos mais baixos onde uma pessoa pode descer.
Ultimamente o facto de eu sonhar tem sido muito assíduo, o que não me deixa descansar o suficiente. O que mais me arrepia é que tenho sonhado algumas vezes com aranhas, com acidentes, entre outras coisas. Hoje não resisti em ir ver o que significam estes meus sonhos e não vos escondo q me arrepiei:
Acidente - Este tipo de sonho vem através de um recurso simbólico que pode indicar uma vontade louca, da pessoa que sonha, de se livrar de um(a) rival ou de um superior (chefe).
Com você mesmo(a): Herança.
Com os outros: Contrariedades.
Se escapar ileso: Vencerá obstáculos.
Aranha - Sonhar com aranhas é muito desfavorável.
Ver uma aranha tecer a teia representa uma armadilha preparada pelos inimigos.
Ver-se preso numa teia deve-se deduzir que certas pessoas espreitam o primeiro erro que se cometa.
Mas matar aranha significa libertação de um obstáculo.
Comer aranha é presságio de ruína completa.
Deve-se acrescentar que a aranha representa também o medo da sexualidade.
Terei eu assim tantos obstáculos para ultrapassar?
Ps - Não vou ser capaz de olhar muitas vezes para esta imagem LOL q arrepios :S

*Adenda: têm Aqui os sites de que me sirvo para ver o significado do que sonho
“Nem sei como começar, não sei… sinceramente.
Está tudo tão fresco, com um gosto tão agridoce na minha mente.
Talvez em verso tudo seja mais sentido, mais verdadeiro,
E as palavras chegam até ti, todas elas por inteiro.
Talvez assim consiga fazer correr o meu pensamento.
E jorrar toda a minha raiva… o todo aquele imenso sentimento.
Sei… apenas sei, que continua a perdurar na minha boca o teu sabor,
E em todos os ângulos da minha existência a tua fragrância, o teu odor.
Teus olhos ainda fitam a alma que agora se esvai no sal lacrimoso dos meus.
Por entre os lençóis da minha cama a tua voz ainda respira e se esconde, envergonhada
Por se ver nua.
O amanhecer ainda é pintado por pincel solar na minha pele vestida de tua.
E à noite, pelas calçadas nocturnas, ainda me acompanha ao som ritmado de passos teus.
Mas estas palavras que caem da minha alma são agora apenas felizes memórias, mas já sem a tua cor,
Disfarçadas por entre impulsos de chorar. Às minhas palavras falta o sentido,
Pois a saudade fez-me esquecer todas as outras. Todas não porque ainda me restou a
lacerante dor.
E elas caem, caem, caem… ó Deus antes fosse eu que tivesse morrido!”
Decidi transcrever este pequeno excerto do livro “Curtas Letragens”, porque de facto este livro merece ser comprado, não só pela ajuda que efectuamos para a instituição “Florinhas de rua” mas pelas próprias histórias em si.
Ainda só vou na segunda Letragem, mas garanto-vos que não me arrependo nada de ter seguido o meu instinto e de ter sido a primeira prenda de natal que pedi.
Ps – Prometo que se achar mais alguma coisa interessante volto a colocar online :D

Há já algum tempo que ando com este post às voltas… Trata-se de um assunto que tem a ver directamente comigo e que infelizmente me atacou numa das mais criticas fazes da minha vida, tornando-a ainda mais dolorosa.
Há cerca de três meses, preparava-me eu para mudar de cidade para estudar, uma cidade a 320km, sensivelmente, de distância da minha casa, da minha família, dos meus amigos… ainda mais longe da pessoa que amo.
Numa visita de rotina à ginecologista, a primeira por sinal, tive de fazer uma ecografia. Fui sozinha, por pensar que não seria nada de especial. Em pleno acto do exame a minha médica foi chamada para ver algo no ecrã.
Os nervos começaram a apoderar-se de mim, além da posição desconfortável, a médica começou a fazer muita pressão sobre a minha barriga, fazendo-me doer imenso e da boca dela, saíram uma das frases mais duras que já ouvi na minha vida: “Tem tamanho cirúrgico! Chamem a mãe dela ao consultório com urgência!”
Não consegui conter e comecei a soluçar, quando a minha mãe chega junto de mim mal conseguia falar, entramos no consultório e o diagnóstico foi CANCRO no ovário.
Vim para casa, mas se da primeira vez não fui operada pela primeira médica que me apareceu à frente, sendo aquela operação bem menos delicada que esta, desta vez não seria diferente.
Entrei na Internet, e comecei a pesquisar:
“Cancro de ovário:
- Quadro clínico: dor abdominal difusa, constipação, aumento do volume abdominal e dispesia.
- São frequentemente detectados em mulheres com idade acima dos 40 anos.”
Nada destes sintomas eram os que possuía. Decidi então procurar sobre Quistos no ovário.
“Quistos nos ovários:
- Quistos são estruturas de forma ovóide, constituídas por um saco sem orifício de abertura, contendo no seu interior um fluido, e que podem aparecer em cavidades, tecidos e órgãos do corpo humano.
- São frequentemente encontrados em mulheres em idade reprodutiva. As mulheres mais propensas a formarem quistos são aquelas com idade entre os 20 e os 35 anos.
- Mal comum que muita das vezes dispensa cirurgia, mas pode causar infertilidade se não for tratado atempadamente.
- O quisto que aparece pela multiplicação indeterminada das células da camada superficial do ovário, não tendo causas determinadas.
- Os mais comuns são os quistos Funcionais e os Serosos, havendo ainda mais dois tipos excluindo o maligno.
Funcionais – Formam-se durante o processo de ovulação, período no qual a mulher produz pequenos nódulos que devem ser expelidos na menstruação. Quando não o são, formam o quisto e tendem a regredir naturalmente.
Serosos – Segregam um liquido claro, transparente e de baixa viscosidade. Com características bem diferentes do funcional o seroso não regride. Ao contrário tende a crescer.
Tratamento – Cirurgia ou anticoncepcional”
Decidi ir a dois médicos em Lisboa e comecei a tomar uma pílula. Acabo o tratamento dentro de um mês e aí veremos o que me espera. Se o tratamento está a fazer efeito (o que sinceramente não noto, porque continuo com várias dores no ovário e nada fracas, por sinal) ou se terei de ser operada, abdicando do segundo semestre do primeiro ano do curso de Solicitadoria em Mirandela.
É esperar para ver… (soube bem desabafar).

*Adenda: mudei-me para Aqui
Hoje, por mero caso, enquanto navegava pela Internet decidi ir ver o meu horóscopo. Por curiosidade cliquei no símbolo sobre Horóscopo das flores.
Qual não é o meu espanto quando ao abrir o meu dia de aniversário e li tudo o que lá constava e me revela eu tal e qual como sou:
"Por ser uma planta alta que se destaca sobre as outras flores do jardim, o Girassol simboliza orgulho e nobreza. Quem veio ao mundo neste período tem tudo para se dar bem na vida profissional. As pétalas cor de ouro desta flor estão associadas ao dinheiro, à riqueza e à prosperidade. Sua energia solar o leva a brilhar em todos os campos da vida. As pessoas deste signo estão aqui para trabalhar, fazer o mundo girar e serem reconhecidas por tudo isso."
Não consigo resistir – Horóscopo de Flores - e digam-me se também vos aconteceu o mesmo.
Passeamo-nos pelo centro comercial.
De mão dada com a pessoa mais especial da minha vida, o meu sorriso encontra-se no auge, o meu olhar brilha tal como o espírito e as luzes natalícias que nos envolvem. Tudo à nossa volta avança a um ritmo frenético, apenas nós andamos tranquilos e entregues a saborear o momento.
Uma das minhas maiores perdições sempre foram os livros, adoro entrar numa livraria, pequena ou grande, velha ou nova, conhecida ou que passa despercebida aos olhos do mais distraído transeunte… Adoro o cheiro aos livros acabados de sair das editoras… Sinto-me num ambiente familiar.
De repente, paro estupefacta a olhar para uma montra enorme, com muita iluminação e brilho. Balbuciei em voz alta: “Não… Não pode ser… Amor?!”
Olhamo-nos com uma expressão de incredulidade:
“Fairytale Dream. Uma história de fadas repleta de magia e muita realidade”.
Entramos na loja, apertas-me a mão com doçura e peço que me deixem ver um dos exemplares presentes na montra. Uma rapariga nova sorri e entrega-mo com delicadeza, mas ao olhar para a contra capa pára com o livro suspenso entre as minhas mãos e as dela:
“- Não se importa de me autografar um livro?!” – pede a medo.
Lanço o meu maior sorriso e afirmo que não, embora ainda a tremer. Quando poiso a caneta, o meu telemóvel toca. No visor aparece a palavra “Pai”.
“- Gostaste da surpresa?!
- Foram as duas melhores prendas de natal que me poderiam ter oferecido!”
Fecho os olhos e sorrio, mas quando os volto a abrir vejo-me rodeada pelo quentinho das mantas, olho pela janela e vejo pequenas gotas de chuva a cair e penso: “Porque é que este sonho, não corresponde à realidade?! Porquê?! Porque é que tudo é tão difícil?! Porque é que o destino nos tira aquilo que mais queremos, tal como nos deu, num simples estalar de dedos?! Porquê?! Porquê?!”

Pelo meio do escuro que me rodeia julgo vislumbrar um fio de luz… Procuro encontrá-lo e segui-lo…
Será por aqui a minha felicidade?! Será por aqui que finalmente consigo a paz que preciso para recuperar?! Será?! Será?! Será?!
De uma brincadeira surgiu o ciúme, a paixão e por fim o amor, dois anos (ou quase) já passaram desde que nos conhecemos.
Sorrisos tímidos foram trocados, olhares cúmplices partilhados, suspiros para sempre guardados nas nossas almas… às tristezas sobrepõem-se as alegrias e estes dois anos transformaram-se na melhor coisa das nossas vidas.
Dois corações unidos num ninho de paixão, dois espíritos que nasceram, se formaram e cresceram em conjunto, fazendo de nós algo muito melhor do que éramos, fazendo de nós o que somos hoje.
Muitas batalhas foram travadas em conjunto, muitas lágrimas, minhas, transformadas em sorrisos e paz interior; os teus longos e frios silêncios foram transformados em infindáveis conversas….
Tudo isto fez da amizade que nos une um amor sublime e absolutamente inesquecível.

Queria ter-te aqui,
Junto de mim!
Queria sentir-me segura
Envolta na tua doçura.
Na doçura dos teus braços,
Na doçura dos teus beijos,
Porque és tudo o que mais desejo!
Queria poder ver esses olhos, Por vezes tão frágil, Por ti enfrentarei tudo e todos, Porque é que estás tão longe?! Ser Feliz?! Ninguém me compreende?! Chorar… | Para ninguém me incomodar Para poder chorar, Sem dar satisfações Ou explicar as minhas razões. Gosto de estar sozinha É ter a certeza Desculpem se magoo alguém, Uma dor que não tem fim?! O que eu queria saber A minha paixão?! Amar e ser Amada Vou esquecer as minhas mágoas |
*Ps - post da integral autoria de Anel de Saturno... 30 minutos de uma inspiração avassaladora
Já foram dedicados alguns posts a este tema, mas ao passar os olhos por umas revistas, deparei-me com três artigos alusivos ao protótipo de mulher existente nas sociedades dos países desenvolvidos.
A maioria das mulheres das sociedades actuais pretendem possuir um corpo igual ao das que aparecem nas revistas. Corpos bem delineados, magros e esculturais. Mas na maioria das vezes é essa beleza perfeita que intimida os homens.
Um aspecto que me pareceu fundamental ao ler as três entrevistas, é o facto de as três focarem que "tratar do corpo pode fazer muito bem à alma, desde que não se caia no exagero do narcisismo ou de pensar que o êxito na vida depende da aparência."
O que se passa é que na maioria das vezes as mulheres que procuram os ginásios ou os personal trainers, estão mais preocupadas em agradar aos homens, do que a si próprias.
Mas não são só as mulheres que, actualmente, procuram tonificar o corpo. Cada vez mais os homens se tornam mais vaidosos com o seu corpo, mas ao contrário das mulheres, eles não se encontram preocupados em agradar o sexo oposto (ou a grande maioria deles), eles possuem auto estima.
As pessoas devem fazer desporto para se sentirem bem com elas próprias e não para obedecerem a um ideal de beleza imposto pela sociedade.
O caminho da beleza parte do interior da pessoa, não vale a pena gastarmos dinheiro com exterior de nós mesmos quando o interior se encontra totalmente danificado/destruído.
"A beleza é, acima de tudo, uma questão de personalidade. Para brilhar nada melhor do que cultivar a diferença."

Foi com enorme surpresa que, ao abrir o e-mail passadas duas semanas, me deparo com um texto magnífico enviado por um dos nossos leitores.
O F. J. Silveira (assim se identificou) enviou-nos uma pequena lembrança de como nós podemos ser pequenas flores resplandecentes num jardim seco e devastado pelo frio de um Inverno rigoroso.
"A mulher é a mais perfeita obra de Deus. Nada é mais belo, nada é tão fascinante quanto a mulher. Deus criou todas as demais maravilhas que os nossos sentidos podem apurar, somente para agradar as mulheres ou para atender as mulheres. Elas, como fruto da perfeição divina, possuem tudo o que um homem pode desejar para ser feliz. E elas sabem disso!
Quando querem, sabem se mostrar lindas, elegantes, atraentes, amorosas, românticas... Sabem fazer um homem feliz, mesmo que por pouco tempo. Quando lhes interessa, operam verdadeiros milagres. Transformam um homem fraco em um forte, um covarde pode virar herói, um doente e pobre supera-se, e torna-se um homem rico e saudável.
Quando lhes convém, modificam tudo. Reis caem a seus pés, e elas!!! Por amor, outros homens se matam, ou vivem perdidos pela vida. Quantos reinos com seus castelos e seus senhores, sucumbiram aos caprichos de uma mulher? Sem nenhum soldado, elas podem conquistar ou destruir um império. Armadas apenas com seus belos corpos, ou lindos sorrisos, podem vencer generais e seus exércitos, podem subjugar príncipes ou tiranos.
E com seus beijos? Ah! O que conseguem! São princesas, são rainhas, são
imperatrizes, são mulheres...
Elas são lindas... São belas... Quando meninas, são flores em botão. Quando moças, são botões semiabertos. Quando maduras, são flores em suas plenitudes. Já na velhice, continuam sendo flores, mesmo que pela vida, tenham perdido algumas pétalas, sempre serão flores.
Uma mulher bem vestida é elegante, atraente, respeitável. Com pouca roupa deixa transparecer a beleza de seu corpo, causando nos homens vertigens de desejo. Seminua, é de uma beleza irresistível, uma obra de arte acabada, sem retoques, sem críticas. É a expressão do perfeito. Quando totalmente nua, é a visão do paraíso, é um pedacinho do céu... Ou você vê, e fica cativado para o resto da vida, ou morre sem conhecer a mais perfeita obra do criador de todas as artes, o próprio Deus. A mulher é o ápice da criação divina, materializada para a admiração dos homens. Indescritível!
Ao projectar a mulher, Deus exercitou toda a sua sabedoria e a sua divina
capacidade, concentrando-a numa única obra.
E nós, os homens? Estamos aqui para que? Fomos feitos para servi-las, meu caro leitor. Para servi-las com admiração, com adoração, com devoção, com muita paixão, com amor... Um eterno criado, recompensado por servir a quem tanto adora. Vivendo a sombra da beleza e do encantamento da mulher. Fantástico, não?
Vejamos:
Um dia vê-se uma mulher loura, e diante de tal esplendor, perde-se a cabeça, perde-se a compostura. Embebeda-se com tão grande beleza. Ela é um anjo ou uma Deusa? Como saber? Como descrevê-la? Insuperável!
Dia seguinte, encontra-se com uma mulher ruiva. Que arte, que pintura, que combinação de cores. Pintas, cabelos, olhos, a silhueta, impecável... Apaixonante, atraente, deslumbrante...Irretocável! Deus à criou para fascinar os homens, mas foi muito além...
Quando você pensa que atingiu o conhecimento pleno sobre a beleza feminina, encontra com uma morena. Aí você percebe que ainda está longe o seu conhecer. A prova está na sua frente. Ela te olha, e você entende que Deus se superou. Dizer o que? Perde-se a fala... Bela? Linda? Maravilhosa? Alucinante? Atraente? Não! Ela já ouviu tudo isso, e essas palavras já não lhe dizem nada. Não há palavras para expressar este sentimento, meu caro. Num momento desses, você percebe que seu vocabulário é pequeno, inexpressivo, insignificante, e como descrever o que está sentindo? Apenas, maravilhe-se! Deslumbre-se! Restrinja-se a sua insignificância. Mulheres são assim... São mágicas, são encantadoras, são mulheres...
E não pára por aí. Cada uma cor de pele que citei, cada tez tem variáveis sem contas. São infinitas as possibilidades da beleza da mulher. E o que dizer da mulher negra? E da asiática? Percebe a falta de palavras? Onde encontrar adjectivos? Então, me vem uma pergunta: qual delas é a mais bela? Qual???
Eu lhe respondo: é aquela que me dá atenção. É aquela que acaricia o coração desse eterno admirador da mais pura, completa, fascinante e mágica obra de arte. Uma mulher só é superada por outra ou outras.
Há homens que acreditam que dominam as mulheres com a suas inteligências e seus poderes. Coitados, elas é que se deixam dominar, conforme seus interesses. Inteligência subtil, sensibilidade e perspicácia, são exclusividades femininas! Há homens que são fortes, comandam exércitos, outros comandam reinos, impérios, mas na intimidade quem os comanda é uma frágil e bela mulher. É a beleza comandando a força. É força se rendendo a magia da beleza.
Então não há mulher feia? Não! O que existe, é mulher inconsciente da sua
condição, e assim se porta, relaxando com a sua aparência e atitude. Caindo em baixa estima, desleixo e desgraça. Desconhece a importância do brilho dos seus olhos, o valor do seu sorriso e o encanto de seu carinho... Mas principalmente, algumas mulheres esquecem que são a materialização do amor divino."
Fim
(Nota: Trecho extraído do livro "Vidas, vividas ou sonhadas" do autor)
Agradeço em nome de todas nós, uma vez que serviste de fonte de inspiração. Espero que todos ou grande parte dos nossos leitores sigam os passos do Silveira.

Após cinco meses de existência, mais uma quebra em termos de escrita neste cantinho. O que se passa é que o tempo de todas nós tem vindo a encurtar de dia para dia.
No meu caso, a impossibilidade de estar mais perto da minha principal fonte de inspiração, o meu amado Alentejo, e ainda a minha não total inserção no novo ambiente onde vivo, impedem-me de escrever tão regularmente quanto queria.
Passando os olhos por um pequeno livro de bolso, que me foi oferecido pela minha mãe, "A Alegria de Ser Mulher" não resisti em ligar o computador, sentar-me à sua frente e deixar deslizar os meus dedos por cima das teclas.
1 – Mantém-te orgulhosamente erguida e exalta a tua natureza de mulher. Lembra-te que as mulheres têm direito a metade do mundo.
2 – Não permitas que a ignorância, o medo ou a insegurança definam aquilo que deves ou não deves fazer. Enfrenta as barreiras que se coloquem no teu caminho. Ultrapassa-as!
3 – É Natural que gostes de te sentir atraente. Mas sentir-te-ás melhor se essa beleza for natural e não fabricada. Por isso procura desenvolver em ti o espírito de auto-estima e foge da tentação do auto-desprezo.
4 – Quando te sentires diminuída, ignorada ou que estás "a mais...", mantém-te no teu lugar com dignidade e convicção. Mas lembra-te que podes sempre fazê-lo sem teres de diminuir também os outros.
5 – Ninguém te pode fazer inteiramente feliz. Esse sentimento provém da paz interior e da integridade do teu ser; exige que os teus pensamentos, crenças, princípios e atitudes estejam todos em harmonia.
6 – Partilha a tua maneira de ser com as outras mulheres. Fala dos teus desafios, dos teus sentimentos e anseios, dos valores que são essenciais, e não te fiques tanto pela crítica nem pela competição entre vós.
7 – Procura aceitar-te tal como és. Mantém-te em paz, tu tens um lugar só teu no Universo.

As lágrimas caminham-me pelo rosto, enquanto observo as paisagens a ficarem para trás.
Um aperto no coração suga-me o espírito. O sol põe-se lentamente.
Dentro do expresso, oiço várias conversas misturadas. Pego num livro, mas não sou capaz de ler uma palavra. O pensamento a mil à hora não me permite a assimilação do que quer que seja.
A única coisa que penso foi o que deixei para trás e nas duas semanas de ausência que me esperam.
Sucumbo ao cansaço e acabo por adormecer.

Sete mulheres, cada uma ao seu estilo, cada uma com o seu pensamento, cada uma com a sua maneira de ser, cada uma com o seu feitio.
Entro em casa e deparo-me com uma folha caída por debaixo da porta, pré-disposta a levar um encontrão e a desaparecer por entre a cinza e o pó.
Mas não. Reparo na sua cor suave, bege, aprazível, debruço-me e pego nela. Assim diz:
"As portas fecham-se, as pessoas abandonam projectos, umas crescem com a vontade de continuar a partir, outras se arrependem das oportunidades que não gozaram plenamente. Mas quando se partilham experiências numa casa de tons púrpura, que tão confortavelmente recebia os seus hóspedes e com tão amigável disponibilidade proporcionava a todos uma mudança de mentalidade, é difícil prosseguir sem olhar para trás e ver o que se deixou.
Momentos de toda a espécie: alegres, melancólicos, irados, intriguistas, momentos que qualquer mulher partilha numa vida que tantas vezes se pinta negra e não luminosa como deveria, como planeado seria. Mas todos estes momentos, bons ou maus, foram especiais. Uniram.
Uma experiência deveras interessante, agradável de se repetir. Entrar nesta casa e sentir o cheiro a flores, olhar para o lado e reparar na arrumação, na limpeza dos móveis, no cuidado intensivo de tudo estar apresentável aos outros. A decoração que motiva o descanso e o calor humano que aquece. A lareira nem se precisou de acender…basta os nossos corações…cada um a bater ao seu ritmo…
Não quero dizer que a porta se feche de vez, caras amigas…como já disse antes, procura a janela…talvez esteja lá a espreitar para o que dantes me pertencia…não é vergonha nem orgulho…é mudança, a transformação sempre necessária no dia a dia.
Coragem, muita coragem…
Um grande Beijo,
Lua"
Levantei os olhos e suspirei. Estava anestesiada de tal forma que nada poderia sentir. Apenas uma energia positiva invadiu de repente a minha áurea e ao olhar para o lado reparo que seis mulheres se sentam á mesa, alegremente, e me chamam para as auxiliar.
Caminho trémula pelo imaginário e reparo que afinal aquela carta não estava ali naquele momento, apareceu sim no dia seguinte, ao lado da minha almofada. Enquanto dormia ela foi lá, deu-me um beijo na testa e largou a carta.
Depois….depois espreitou o seu quarto e desta vez, só desta vez, adormeceu nos lençóis que antes a acolhiam. E nesse momento eu tive a certeza que ela sentiu… Saudade… muita Saudade.
*post elaborado com a especial colaboração da Lua... Obrigado linda... muito muito obrigado
Sete mulheres, cada uma ao seu estilo, cada uma com o seu pensamento, cada uma com a sua maneira de ser, cada uma com o seu feitio.
Entro em casa, dirijo-me à sala, decorada de um púrpura muito particular, com sete sofás dispostos em círculo e, no centro, um bonito arranje floral.
Passo pela cozinha e espreito, nem um único sinal de vida. Subo as escadas.
Ao chegar ao andar de cima, a primeira porta com que me deparo é a do meu quarto. Entro.
É todo decorado em tons de rosa suave, com estrelas e algumas fadinhas.
Poiso a mala em cima da cama, e abro a janela. Respiro fundo.
Ao olhar para o lado esquerdo do corredor vejo os três quartos que foram fechados. Cada uma das nossas três companheiras foram-nos deixando, cada uma com a sua justificação. Lua, Lyra e uma Estrela cor-de-rosa, são os símbolos que se encontram nas portas.
Avanço para o lado direito. Paro à porta do quarto da Vénus e deparo-me com leves sinais de presença, mas de saídas apressadas.
A porta da Orion encontra-se encostada, mas também ela não se encontra. O único sinal de vida existente em toda a casa, vem do quarto na Universo.
Bato a porta e entro. Deparo-me com ela, deitada em cima da cama, a escrevinhar qualquer coisa. Sorrio para ela:
- Boa tarde – Digo-lhe.
- Oh Rapariga! – Exclama surpreendida
Ficamos a conversar.
Por quanto tempo mais continuaremos sozinhas a viver nesta casa? Voltem meninas, sentimos a vossa falta.
Encontrar temas que suscitem interesse e motivação para colocar, num blog escrito por mulheres, direccionado a ambos os sexos, começa a tornar-se uma tarefa um tanto ao quanto difícil. Assim hoje decidi escrever sobre um artigo que já tinha visto há algum tempo atrás.
Como todas nós sabemos é muito mais fácil encontrar uma prenda para uma rapariga/mulher do que para um rapaz/homem. Por mais que tentemos ser originais, essa começa a escassear.
Estamos numa época em que toda a minha gente tem tudo e mais alguma coisa. Assim, ao passar os olhos pelo artigo escrito na revista Cosmopolitan, lembrei-me de vos dar uma ajudinha útil.
Se nos pusermos a pensar quais as, últimas, prendas que oferecemos aos nossos namorados e amigos a única coisa que nos vem à cabeça é sempre boxers, perfumes, cd’s e pouco mais. Sinceramente, que falta de originalidade.
Na minha opinião a roupa é algo demasiado pessoal para ser oferecido à toa, mas mesmo assim continua a ser oferecida à força toda; os perfumes assim que se acabam, os frascos vão para o lixo e pouco mais há a recordar daquela prenda oferecida com carinho e amizade; já os cd’s ouvem-se vezes sem conta, mas temos lá nós a destreza para nos lembrarmos: “Ah! Vou ouvir este porque me foi oferecido por y. Ou este porque me foi oferecido por x”.
Todos sabemos que as coisas não funcionam assim.
Para oferecermos uma prenda que sabemos que nos vai estar associada para todo o sempre, porque não estarmos atentos ao gosto pessoal de cada um?!
No caso dos rapazes, um livro que eles gostem (com uma dedicatória especial lá dentro), uma foto de um momento muito especial para os dois, um boneco de uma personagem que ele goste, ou melhor que tudo isto: será que o vosso menino não preferirá, umas mil vezes, compartilhar um derby futebolístico convosco, em pleno estádio?! Mesmo que não gostem de futebol, vão ver que ele vai adorar e o vai recordar para sempre.
Uma perguntinha: Qual a prenda que mais vos marcou (oferecida por alguém especial)?! E qual a que mais gozo vos deu oferecer?!
Sentada na rua, a olhar o luar… Perdida em mil pensamentos, em mil sentimentos…
A falta de confiança é a pior arma que podem arremessar contra ela, é aquilo que mais a fere. Embora seja uma mulher de grandes batalhas, há coisas que insistem em ferir, em perfurar o cubo de gelo, a armadura que ela tenta envolver à sua volta, à volta do seu coração…
As lágrimas fustigam-lhe os olhos, impedem-na de ver o que se aproxima… Ela ignora tudo o que a envolve, tenta abstrair-se para não sofrer mais, mas parece impossível, parece ser amaldiçoada desde o dia em que nasceu.
A sua pele branca e suave, está ruborizada de raiva… Apetece-lhe gritar… Mas nada… Nem um único som sai das suas cordas vocais… O pensamento corre a mil à hora, os sentimentos fervilham-lhe no sangue…
Vê tudo e todos, aqueles que ela mais gosta a desaparecerem da sua vida… É como se ela estivesse sentada no núcleo de um malmequer e, de repente, algo invisível arrancasse cada pétala preciosa da sua flor… Chamada vida…
Porque…
Porque…
Porque…
Faltam as palavras, ficam os sentimentos….
Faltam os sorrisos, ficam as lágrimas…
Falta a alegria e a felicidade, fica a tristeza e a amargura…

Quando fui de férias, passei por uma feira que antigamente era de artesanato, mas neste momento já se transformou num conjunto diversificado de actividades económicas e de sensibilização da sociedade.
Ao passar pelo camião do Instituto Português do Sangue entregaram-me um pequeno livro onde expõe as vinte dúvidas mais frequentes, sobre a dádiva de sangue. Destas vinte decidi focar as nove que me pareceram fundamentais:
1 - Nunca ninguém me pediu para dar sangue;
2 - O meu sangue não deve prestar, porque já tive várias doenças;
3 - Francamente, tenho medo de dar sangue;
4 - Ainda não tenho idade para dar sangue;
5 - Já dei sangue este ano;
6 - Receio sentir-me enfraquecido se der sangue;
7 - Já há muita gente que dá sangue;
8 - Não sabia como ou onde dar sangue;
9 - Se eu precisar de sangue, recorro a um serviço privado e pago todas as despesas.
O facto de doarmos sangue não necessita de um pedido formal, basta lembrarmo-nos que existem crianças e adultos, para já não falar nos idosos, que necessitam de sangue e dos seus componentes. Acho que é fundamental, lembrarmo-nos que um dia poderemos ser nós a precisar de ajuda como aquela que estamos a prestar.
Qualquer pessoa, saudável, entre os 18 e os 65 anos pode doar sangue sem qualquer problema, além do mais a dádiva do sangue pode ser efectuada de três em três meses, nos homens, e de quatro em quatro meses, nas mulheres.
Para doarmos sangue, basta dirigirmo-nos ao Instituto Português do Sangue; aos Centro Regionais do Sangue de Lisboa, Porto ou Coimbra, ou podemos dirigirmo-nos ao hospital mais próximo.
Confesso que não sou dadora de sangue, que me faz muita impressão quando tenho de efectuar recolhas de sangue para análise, mas achei necessário efectuar um post de sensibilização.

No mar os homens lutam contra as correntezas e o cansaço. Não conseguem avistar terra, nem contactar com a marinha e isso começa a pô-los nervosos e ansiosos.
O comandante pára o barco, ancora-o e, juntamente, com a restante tripulação pede forças e uma luz divina que os encaminhe, sãos e salvos para terra, para junto das suas mulheres e famílias.
Quando acabam, avistam quatro barcos que os circundam. Formam uma linha e iniciam, assim, uma pequena oração conjunta. Ao erguerem os rostos para a costa vêm acender pequenas luzes que delineiam toda a falésia e baia, tão suas conhecidas.
Aproximam-se lentamente da praia, mas o nevoeiro e a neblina parecem não querer ajudar. O mar cada vez mais revolto dificulta ainda mais todas as manobras de aproximação dos barcos a terra.
Ela corre por entre a praia e faz abrir o cordão humano, para que a esta seja mais facilmente reconhecida. O nevoeiro dissipa-se um pouco, mesmo na altura em que os barcos entram na baia. Ao chegarem a terra todos se abraçam.
As mulheres entreolham-se e dando as mãos dirigem-se até Isabella, a mulher que tão corajosamente havia ajudado na atracagem segura de todos os pescadores. Dando as mãos formam um círculo em seu redor e ajoelham-se.
Saindo do meio do círculo e juntando-se-lhes, Isabella agradece a nossa senhora. Os homens, estupefactos, abraçam-se e ao juntarem-se às suas mulheres um sol radioso ajuda na felicidade da pequena aldeia de pescadores.

Um pequeno rapaz corre pela praia de lágrimas a correrem pelo rosto:
- “Os barcos... os barcos vêm aí... estão a aproximar-se da falésia...” – mal consegue falar por entre os soluços.
Ela corre e apanha o rapaz nos seus braços, chama um grupo de crianças e pede com doçura:
- “Chamem o maior número de pessoas da aldeia, homens, mulheres, crianças... Chamem todos e mais alguns. Tragam velas, lanternas, tochas, carros, tudo o que possa assinalar a falésia, para podermos conduzir os barcos até à praia.”
As mulheres olham-na incrédulas, nunca haviam gostado muito dela e agora a sua relutância aumenta. Uma mulher só criada por homens nunca foi vista com bons olhos na pequena aldeia de pescadores.
- “Não olhem assim para mim! Ponham os preconceitos de lado. Temos pais, maridos, filhos, irmãos no mar. Eles correm risco de vida, temos de fazer alguma coisa.”
- “Mas que queres que façamos?!”
- “Segurem nas tochas e nas velas. Formem um cordão humano por toda a praia, temos de iluminar a baia. Eu venho já.”
Corre pela praia e é então que avista os primeiros reforços. Entra dentro de um dos carros e ao chegarem junto da falésia avista um dos barcos.
- “Formem uma linha em todo o redor das falésias e acendam tudo o que trouxeram, parece que ainda chegámos muito a tempo”.
Continua...

O sol põe-se lá longe, esconde-se por de trás das nuvens que se serram ao sabor do vento. No ar paira um ténue cheiro a chuva, embora ela ainda não tenha caído.
As nuvens avançam rapidamente em direcção ao mar, este começa a ficar revolto, as ondas ganham vivacidade ao baterem nas rochas e a tendência daqueles que se encontram na praia é dividir o seu olhar entre o céu, o mar e a terra.
- “Há tempestade no mar!” – diz um homem ao aproximar-se.
As mulheres formam um pequeno cordão humano e iniciam algumas preces aos seus santos e santas de devoção. A elas juntam-se crianças e alguns veraneantes.
As gaivotas poisam delicadamente na praia e sobrevoam as cabeças de todos. Inicia-se uma longa noite de vigia, as mulheres revezam-se no cuidado com as crianças, com a comida, com algumas horas de sono ou na praia, de velas e tochas acesas, debaixo de chuva ou apenas vagueando por entre o nevoeiro que as envolve.
Sentada mesmo na linha do mar, com as ondas a banharem-lhe os pés, afastada das outras mulheres, ela reza para consigo mesma. Mas ao contrário das outras encontra-se calma e imana tranquilidade.
Começa a amanhecer, as preces aumentam, assim como o frenesim entre o grupo presente na praia.
Do cimo da falésia os homens que ficaram em terra tentam, a todo o custo, avistar os barcos vindos do mar. Mas nem único sinal. O desespero começa a consumir as mulheres que rezam à beira mar.
Continua...

Desta vez decidi fazer algo de novo. Tenho uma irmã bem mais nova que eu e como sei que possui uma imaginação fértil decidi pô-la à prova. É uma criança que lê muito pouco, daí a sua dificuldade em expressar-se.
Está uma chuvosa tarde lá fora e devido a uma súbita febre que me mantém presa à cama, tenho de inventar alguma coisa para nos entretermos. Assim aqui vai um texto diferente que espero que ponha as vossas cabecinhas a magicar e a pensar seriamente no assunto, principalmente se tiverem crianças pequenas por perto.
"A Ritinha, uma menina de seis anos, vive numa pequena aldeia, onde todos se conhecem. A sua pele tem um tom muito particular, é de um doirado próprio do campo, tem cabelos loiros aos caracóis, olhos castanhos escuros e um sorriso muito bonito.
Quando não está a brincar, ajuda muito a sua mãe nas tarefas domésticas, mas o que ela mais gosta de fazer é de brincar com as suas bonecas. Como não tem irmãos tem de brincar, muitas vezes, sozinha, porque as suas amiguinhas nem sempre podem estar com ela.
Ao acordar a Ritinha ajuda a sua mãe e depois agarra na sua boneca e vai para a sua casinha. No quintal a Ritinha desvia um dos lençóis que pediu á mãe e entra no seu mundo mágico.
Ao entrar, olha para o seu lado esquerdo e vê que na sua pequena salinha, os lindos malmequeres do dia anterior estão murchos, mas a sua filha Carlota está a dormir. Dirige-se ao quarto, deita-a na sua alcofa e tapa-a cuidadosamente com um lençol cor-de-rosa.
Sai em silêncio e corre pelo campo em busca de novas flores para alegrar a sua casa. Corre de volta e ao chegar, vê a sua mãe com os legumes para o almoço.
"- Oh vizinha, não me arranja uma batatinha?!" – Pergunta com um sorriso.
Assim faz uma deliciosa sopa de batata para a sua filhota."
Com este texto quis transmitir o quão a mentalidade infantil e juvenil se encontra, actualmente, modificada. Já são raros os miúdos que têm este tipo de brincadeira. A minha irmã não foge, de todo, à regra: "Mana o que é que eu faço?" leva nisto o dia inteiro.
Porque é que o mundo das comunicações influenciou tanto a ingenuidade e a pureza das crianças que nos rodeiam?

Não sou muito apologista de copiar textos retirados dos mails que nos são enviados, mas acho que este merece ser divulgado. Não sei quem o escreveu, se é verídico ou não, mas não pude ficar indiferente a este texto. Muitos já o devem conhecer, até já o podem considerar "mais velho que sei lá o que", mas para mim é novo e eu considero que merece ser ainda mais divulgado do que apenas numa transmissão de e-mails.
"Um consultor, especialista em "Gestão do Tempo", quis surpreender a plateia durante uma conferência. Tirou debaixo da mesa um frasco grande, de boca larga. Colocou-o sobre a mesa, ao lado de uma pilha de pedras do tamanho de um punho, e perguntou:
- "Quantas pedras acham que cabem neste frasco?” Após algumas conjecturas dos presente, o consultor começou a colocar as pedras até encher o frasco.
Perguntou, então: "Está cheio?"
Todos olharam para o frasco e disseram que sim.
Em seguida, ele tirou um saco com pedrinhas bem pequenas debaixo da mesa. Colocou parte das pedrinhas dentro do frasco e agitou-o. As pedrinhas penetraram pelos espaços encontrados entre as pedras grandes.
O consultor sorriu, com ironia, e repetiu: "Está cheio?"
Dessa vez os ouvintes duvidaram: "Talvez não…".
"Muito bem!" – Exclamou o consultor, pousando sobre a mesa um saco com areia, que começou a despejar para dentro do saco.
A areia infiltra-se nos pequenos buracos deixados pelas pedras e pelas pedrinhas.
"Está cheio?" – perguntou de novo.
"Não!" – exclamaram os ouvintes.
Pegou, então, num jarro e começou a jogar água para dentro do frasco, que a absorvia, sem transbordar. Deu por encerrada a experiência e perguntou:
"Bom, o que acabámos de demonstrar?"
Um participante respondeu:
"Que não importa o quão cheia está a nossa agenda; se quisermos, sempre conseguiremos fazer com que caibam outros compromissos."
"Não!" – Concluiu o especialista – "O que esta lição nos ensina é que, se não colocarmos as PEDRAS GRANDES primeiro, nunca seremos capazes de colocá-las depois.
E quais são as PEDRAS GRANDES nas nossas vidas?
São os nossos FILHOS, a PESSOA AMADA, os AMIGOS, os nossos SONHOS, a nossa SAÚDE e a nossa EVOLUÇÃO ESPIRITUAL.
O resto é resto e encontrará o seu lugar…"

Este é um post que já ando a preparar a algum tempo, não sei se vou conseguir corresponder à expectativa que algumas pessoas possam fazer dele. Devem certamente lembrar-se de um post escrito pela Vénus sobre anorexia e de um comentário de testemunho real sobre este assunto.
Pois bem, tomei a liberdade de estabelecer contacto com essa nossa leitora e pedi autorização para efectuar um post, especial, dedicado a ela e a todos os que vivem esse inferno quer na pele, quer por tentarem lutar contra ela apoiando alguém de quem se gosta. Como se torna muito complicado alguém falar sobre isso, e compreendendo essa mesma situação, procurei possuir mais conhecimentos sobre o assunto.
Recorri, assim, ao famoso livro sobre anorexia e bulimia "O outro lado do espelho" de Marya Hornbacher. "Este livro não é nem um artigo de tabloide sobre uma doença misteriosa nem um testemunho sobre uma cura miraculosa. É simplesmente a história das viagens de uma mulher para um lado mais tenebroso da realidade e da sua decisão de regressar. Nas condições que ela própria estabeleceu." (pode ler-se na pág.13).
É um tema de difícil trato, tal como a própria escritora diz “A maioria da literatura sobre perturbações alimentares generaliza da parte para o todo, de uma pessoa para um grupo.” Cada caso é um caso, cada pessoa tem mais facilidade ou dificuldade em lidar com este tipo de problemas há que respeitar isso mesmo.
"Bem isto de contar a minha história é um pouco complicado, mas vou tentar resumir... Tudo começou quando tinha 15 anos agora tenho 18. Comecei a olhar ao espelho e a ver algumas gordorinhas salientes, como tal pensei, em fazer dieta. Comia só cereais ao pequeno-almoço e ao almoço umas bolachinhas de água e sal ou saladas ligeiras sem temperos e maçãs para saciar a fome. Comecei a fazer exercício: saltar a corda, correr, caminhar, abdominais, etc. Uma coisa que me custa muito dizer mas não quero ser exemplo para ninguém, mas bem, comecei a beber uma garrafa de vinagre todos os dias e dois limões. Bem isto é uma longa história...acabei por ser internada no porto e como não resultou fui para Lisboa tive lá 4 meses, mas tive que sair porque estava sempre a fugir e o tratamento não estava a resultar. Agora vou de vez em quando às consultas e estou a curar-me ca fora. É mais ou menos assim.”
Este é o testemunho que a Ana me disponibilizou, não vou esconder que me custou bastante ao ler este e-mail, porque também eu sou uma pessoa gordinha e consigo perceber, em certa parte, o que leva estas jovens a fazerem semelhante coisa.
Há cerca de três dias a minha mãe trouxe-me uma revista bem conhecida entre nós raparigas: Ragazza .Foi lá que me deparei com algo que, por mais fanática e viciada que seja por este mundo virtual, ainda não me tinha deparado (por felicidade).
O subtítulo da noticia diz: "São cada vez mais frequentes as noticias assustadoras que afirmam existirem sites onde se apela à anorexia e bulimia, e onde se incentivam as raparigas a emagrecer." Uma das leitoras faz um testemunho arrepiante e que nos deixa a pensar em como ainda a nossa sociedade não está preparada para aceitar e saber lidar com esta doença.
Para todos os interessados, quer para aqueles ou aquelas que passem por esta tortura, quer para aqueles ou aquelas que tenham conhecimento de alguém que necessite de ajuda aqui ficam contactos fundamentais:
Hospital de São João (Porto) – 225 512 100
Hospital da Universidade de Coimbra – 230 400 400
Hospital de Santa Maria – 217 805 200
Associação de Familiares e Amigos de Anoréticos e Bulímicos – 222 000 042
"É sempre fácil irmos. Mais difícil é encontrar o caminho de regresso. (...) só te apercebes disso mais tarde. Só registas o facto de estares essencialmente morta quando começas a voltar à vida" - Marya Hornbacher
"Uma coisa que me custa muito dizer mas não quero ser exemplo para ninguém." – Ana Santos
"Sei que vai ser um longo caminho para conseguir sair desta doença, deste inferno (...) dizem que o primeiro passo para sair da bulimia é reconhecer que estás doente, certo? Eu já o fiz e vou continuar a lutar." – Leitora anónima da revista Ragazza

Embora já tenha passado algum tempo, é impossível deixar passar ao lado o dia quinze de Julho, ou seja, o dia do Homem. Sim, embora estejamos num blog escrito por mulheres os homens também cá têm o seu lugar.
Já agora aproveito a deixa para que se algum homem, ou mulher, quiser deixar uma sugestão para tema de post, que o faça através do nosso correio electrónico que se encontra no lado esquerdo um pouco mais abaixo da Tag Board.
Mas bem, voltemos ao nosso/meu assunto. Tal como recorri à opinião de rapazes e raparigas do que é ser mulher, para este post fiz o mesmo, mas com a pergunta: "O que é para ti ser homem? Dá a tua definição de homem."
1º rapaz – "Ser homem é ter de sonhar mais que simples futilidades, é ser mais sentimental que as mulheres e mesmo assim não poder transparecê-lo. Ser homem é sonhar e realizar."
2º rapaz – "Um homem é aquela pessoa que é pressionada a ser outra pessoa por toda a gente, tem de ser forte, não pode possuir sentimentos fracos e tem de se mostrar sempre indiferente. Por outro lado, somos pessoas que tentam ver as coisas pelo lado mais simples."
3º rapaz – "Para mim, ser homem é acima de tudo ser sincero para comigo, acreditar no que sou e no que sinto, agir com propósitos e acima de tudo respeitar o outro e exigir respeito. O sentimento mais masculino que sinto é respeitar a minha própria vontade e manter-me fiel a mim e ao que sinto."
1ª rapariga – "Para falar a verdade já quase não se fabricam homens como antigamente (apesar de ainda existirem e de eu conhecer alguns). Nós mulheres ainda gostamos do "homem romântico", do que se preocupa connosco. Posso, sim, dizer que existem mais homens machistas que mulheres feministas, mas isso não faz com que deixem de ser atenciosos ou até mesmo carinhosos connosco, mulheres. Pessoalmente, não tenho razões de queixa do sexo masculino (salvo raras excepções). Homens, se não melhorarem ao menos continuem assim que já não é mau."
Como é difícil para nós mulheres definirmos o que é ser homem ou o que é o homem. Tal como é para vocês, homens, difícil descrever o que é ser mulher ou o que é a mulher.
Mas na minha opinião ser homem é fazer-se de machão, mas lá no fundo ter um coração mole como água; é ter um sorriso terno e carinhoso escondido por de trás do seu semblante carrancudo; é querer mostrar o seu lado carinhoso e humano, mas sentir medo de sair magoado.

O sol vai alto, dentro de um carro confortável ela segue embrenhada na leitura do seu romance. Aquando de curvas e solavancos, ergue os olhos para não se sentir enjoada.
Pelo meio do doirado de cearas e de longas extensões de pastagens, os verdes secos, os vermelhos quase bordeuxs e os amarelos vivos captam-lhe a atenção. Fecha os olhos e sorri ao imaginar figuras que recebessem vida a partir daquelas plantas.
Do outro lado da estrada, um cenário completamente diferente: o negro marca toda a planície que havia sido consumida pelo demónio do fogo.
No céu suaves nuvens parecem bailar ao sabor do vento, apresentando formas delicadas e belas. As casas, rasteiras e brancas, reflectem o sol.
Ela perde-se em mil pensamentos, ilusões, lágrimas e sorrisos. Crianças que correm pelos campos com os cabelos soltos ao vento, sorrisos rasgados, olhos brilhantes, rostos felizes e encantados.
De repente, à beira da estrada, um coelho surge esbaforido de orelhas arrebitadas como quem aguarda o silêncio para poder partir.
Porque é que a vida não é assim tão simples?! Sem discussões, zangas, birras e ciúmes?! Porque é que actualmente as pessoas já não são elas próprias?! Para quê ter vergonha do que somos?! Será a mentira que nos fará pessoas melhores?!
Chega! Ponham a mão na consciência e lembrem-se do quão é importante sermos o que somos, orgulhamo-nos do que fazemos e de onde viemos. Já é tempo de aprendermos com os nossos e com os erros dos outros. Só assim nos tornaremos em algo melhor.
Ao atravessar a ponte sobre o Tejo os seus olhos perdem-se no colorido das casas, na tranquilidade do rio. Perdida na paisagem que a rodeia, ela esquece-se totalmente do ambiente frenético que a rodeia.
Dentro do metro, rostos tristes e melancólicos, aspectos cansados, todos correm de um lado para o outro. Tudo isto contrasta com o seu doce e amado Alentejo. Será que aqui não sabem sorrir?
Perdida no mar de gente que a envolve, ela começa a ficar angustiada: o stress, o frenesim de um lado para o outro, os rostos carrancudos, os barulhos, a poluição. Tudo isto lhe aperta o coração e a faz ansiar por fugir dali.
Já bem perto do dia seguinte, dentro do carro, ladeada por mais quatro pessoas, observa a noite, as estrelas, a lua em quarto crescente.
É então que, sentada no parapeito da janela do seu quarto, fecha os olhos e acaba por adormecer ao som dos grilos, sapos e cigarras. Ao som da leve brisa que sussurra por entre as árvores. Adormece envolvida pelo som mais característico da noite da noite alentejana: o silêncio... a natureza!

Este é um tema que se torna difícil definir no que iremos pegar, mas acho que é necessário falar dele e revelarmos a importância que as Embaixadoras da Boa Vontade têm para o desempenho dos variadíssimos projectos desempenhados pela Organização das Nações Unidas.
Catarina Furtado, Agelina Jolie e Shakira são três das ilustres personalidades que dão a cara para desenvolver projectos com os vários programas levados a cabo pela ONU.
Shakira é a pessoa mais jovem a servir como Embaixadora da Boa Vontade. O seu trabalho está concentrado no programa "Educação para todos".
Já a nossa portuguesinha, Catarina Furtado, caracterizada por "saber muito bem o que quer e o que diz", quando foi convidada em 1999 para fazer a campanha Face to Face (campanha internacional pelos direitos, saúde e condição das mulheres) e para apresentar a gala do refugiado, não hesitou em aceitar.
Catarina é a única Embaixadora a falar língua portuguesa, logo é ela que serve todos os países de expressão de língua portuguesa, incluindo o Brasil e os PALOP’s. Foi no passado dia cinco de Julho que se dirigiu a São Tomé e Príncipe para entregar uma Unidade Móvel de Saúde, que terá como principais funções alertar a população local sobre as atitudes práticas e para os comportamentos sexuais.
Angelina Jolie, publicou dois livros sobre a sua experiência humanitária e afirma que "Gostaria que me recordassem não apenas como actriz que fez bons filmes e que por isso ganhou prémios, mas também como alguém que se preocupou com os outros e que fez, ou pelo menos tentou, com que o mundo fosse melhor".
Agora eu pergunto-me: Não será isso que a maioria de nós deseja?
